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IAB RS abre exposições de artes visuais

Exposição traz obras do Ateliê de Britto Velho. (Foto: Divulgação)

O IAB RS (Instituto de Arquitetos do Brasil) abre nesta quarta-feira (14), a partir das 19h30min, quatro exposições selecionadas em edital, que integram o primeiro ciclo de artes visuais da galeria Espaço IAB em 2017. A visitação ocorre até o dia 14 de julho de 2017, das 13h30 às 18h30, de segunda à sexta-feira.
Circulação – Jardim suspenso Isabella de Mendonça 

A exposição será composta por rastros das intervenções que estão ocorrendo no Solar IAB durante o período de residência da artista. Os trabalhos serão inéditos e pensados para o contexto, evocando as memórias do lugar e sua história política, com intervenções marcadas pela resistência. Composta de instalações, fotografias e bordados, e criando uma narrativa espacial, a exposição busca evocar ainda a memória de mulheres vítimas de violência. Como plano de fundo para compor essa narrativa, é trazida a personagem Ofélia, da peça Hamlet, com uma leitura contemporânea, trabalhando com a hipótese de que Ofélia teria se suicidado por conta dos abusos de Hamlet. A artista revela que as “mulheres são violentadas desde muito cedo, das maneiras mais sutis e simbólicas, e essa violência da qual estamos sujeitas, passa pelo nosso processo de subjetivação. Ou seja, a violência está na construção social e subjetiva da mulher. A minha construção como artista também é permeada por isso e o trabalho surge a partir disso. Como um processo de cura de memórias, revivo em minhas performances abusos já sofridos de forma a “re-experienciá-los” e, na vivência em arte, poder criar novos significados e afetações, resistir. A importância dessa exposição, para mim, é a criação de um espaço seguro, em suspensão, para novas abordagens de fala da subjetividade feminina”.

Sala Negra – Atelier Britto Velho 

Os processos criativos inerentes à produção de cada um dos artistas são diferentes, estando vinculados à trajetória individual construída pelo acúmulo de trabalho, e a convivência no espaço do Atelier Britto Velho estimulou ainda mais esse desenvolvimento, impulsionando a construção de linguagem própria pelos artistas participantes, o que se revela na variedade de manifestações. O grupo de artistas vem, desde 1999, realizando exposições em museus, como Museu de Trabalho e Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, em galerias de arte, como Galeria Delphus e Alencastro Guimarães, bem como em outros espaços culturais, como o Instituto Yazigi e o Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano.

Sala Anexa – Entre imagens Bruno Tamboreno

Os trabalhos desse projeto tiveram início em 2015, e apenas começaram a tomar forma e força em meados de 2016, quando já investido algum tempo e observação em cada um. Sua construção é dada por sobreposições, apagamentos, redirecionamento do suporte e uma série de fatores que permitem o artista escapar do hábito, ao lidar com dados externos a seu controle. A partir de fotografias tiradas da rua, da janela do apartamento ou de dentro do atelier, o desenho realoca essas situações e agrupa esses diversos tempos e espaços vividos e registrados, para dar memória ao papel e consequentemente uma força para a imagem. A busca é por envolver, criar sensações e estimular o público a ressignificar as imagens segundo sua experiência. Tudo partindo de um lápis e um papel.

Sala do Arco – “Grotescos & Delicados” Pena Cabreira

O título “Grotescos & Delicados” apresenta uma aparente contradição, mas a conjunção aditiva (&) torna os termos coexistentes e complementares. Os desenhos de Pena Cabreira são compostos dessa ambiguidade: traços ágeis representando figuras humanas – solitárias, ou em dupla – toscas, rústicas, mas com expressões melancólicas, pensativas, enigmáticas e até delicadas. Esses elementos dão às composições características peculiares e instigantes.

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