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Importação de armas atinge alta e bate recorde na história do Brasil

Nova regra fez 37,3 mil revólveres e pistolas entrarem legalmente no País. (Foto: Agência Brasil)

A importação de revólveres e pistolas teve alta com a nova regra, 37,3 mil entraram legalmente no País, nos oito primeiros meses deste ano, de janeiro a agosto, as compras somaram US$ 15 milhões, mais que o dobro registrado em 2018, que foi 17,5 mil armas dessas categorias. O aumento corresponde com a mudança, pois até ano passado a importação de armas era proibida caso existissem produtos parecidos fabricados no Brasil. Essa restrição deixou de existir uma vez que, o presidente Jair Bolsonaro, flexibilizou normas para compra de armas no país, que era uma promessa de campanha do presidente: ampliar a posse (direito de manter em casa ou no trabalho) e porte (direito mais amplo) de armas de fogo.

Especialistas em segurança pública, como o gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, contesta “antes mesmo dos decretos já havia um aumento na comercialização de armas no Brasil. Com os atos do presidente, a tendência de crescimento deve continuar. Quanto mais armas em circulação, pior a questão dos homicídios, a violência letal”. Além de retirar a restrição a importações, os decretos de Bolsonaro facilitam o acesso a armas de fogo de calibre anteriormente restrito. Muitas dessas armas, segundo Langeani, não possuem fabricação nacional e resta buscar pelas unidades fora do País. A limitação para que se importasse apenas armas que não eram produzidas no Brasil foi criada para proteger a indústria nacional do setor, cuja principal empresa é a Taurus.

O objetivo do governo foi exatamente o oposto, abrir esse mercado para a concorrência internacional e, assim, permitir a compra de armas estrangeiras que podem ser mais baratas e de melhor qualidade que as brasileiras. O Instituto Sou da Paz defende a quebra do monopólio para as aquisições feitas por órgãos de segurança pública, mas é contra a liberação para pessoas físicas e empresas que comercializam armas de fogo. “Essa desregulamentação total do controle de armas pode ter efeito no mercado ilegal também, que é abastecido parcialmente por desvios do mercado formal”, destaca Langeani.