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Indicado por Bolsonaro para comandar a Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras visitou 74 senadores

Augusto Aras fechou a semana passada consolidando seu apoio entre os senadores às vésperas da sabatina que enfrentará na Comissão de Constituição e Justiça. (Foto: Reprodução de TV)

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar a PGR (Procuradoria-Geral da República), Augusto Aras fechou a semana passada consolidando seu apoio entre os senadores às vésperas da sabatina que enfrentará na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa na quarta-feira (25). Foram 74 parlamentares visitados em conversas individuais de cerca de 40 minutos – houve dia em que os encontros chegaram a um total de 17.

Apenas o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) se recusou a receber Aras. Cid Gomes (PDT-CE), Jader Barbalho (MDB-PA), Chico Rodrigues (DEM-RR), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Marcio Bittar (MDB-AC) e Mara Gabrili (PSDB-SP) devem fechar a lista de reuniões a partir desta segunda.

Nas conversas com senadores, um Aras com opinião formada sobre vários temas tem se posicionado: enquanto avalia que a Lava-Jato cometeu excessos em alguns momentos, considera que a decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) deveria ter evitado a paralisação de investigações de lavagem de dinheiro em todo o País.

Além disso, se por um lado diz aos senadores que é a favor da prisão após a condenação em segunda instância, por outro deverá sinalizar na sabatina que considerou inadequada a ação de busca e apreensão contra o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Reclamações sobre a atuação do Ministério Público (MP), aliás, são constantes. Em almoço com as bancadas de DEM, PSC e PL, Aras foi cobrado pela situação de prefeitos pelo Brasil. Segundo os senadores, eles dizem que o “MP não os deixa trabalhar” e que “toda hora aparece uma representação questionando medidas de prefeituras”. O procurador defendeu o “equilíbrio” na ação do MP.

Sem recondução

Aras gostou do rótulo que lhe apresentaram recentemente dividindo o Ministério Público em dois grupos. O “nutella”, formado pelos jovens que se destacaram por meio da operação Lava-Jato; e o “raiz”, dos mais experientes, que ficaram de fora das últimas operações. Esses, “os de cabelo branco”, como costuma descrever, terão mais espaço na sua gestão.

Ao menos duas pessoas já foram oficialmente chamadas por Aras nos últimos dias para compor o seu time na PGR. Um deles é o procurador Ailton Benedito, chefe da Procuradoria da República em Goiás, que é alinhado politicamente ao governo Bolsonaro. Outro nome, o subprocurador aposentado Eitel Santiago Pereira, confirmou em redes sociais que será o secretário-geral da gestão.

Na CCJ, Aras também quer acenar com a intenção de ficar apenas dois anos no comando da PGR. Sem reeleição, seu nome já vem entrando na lista de cotados no meio político para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Até o fim do mandato, Bolsonaro poderá indicar dois nomes para as vagas dos ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello. São cotados ainda o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, e o advogado-geral da União, André Mendonça.