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A inflação para o consumidor recuou em Porto Alegre na primeira semana de fevereiro

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. (Foto: Banco de Dados)

A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) recuou em Porto Alegre e em mais três capitais pesquisadas na primeira semana de fevereiro, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (09) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Na Capital gaúcha, o IPC-S registrou variação de 0,90% na primeira semana deste mês. O resultado foi 0,08 ponto percentual inferior ao verificado na quarta semana de janeiro. Nesta edição, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação na cidade, entre as quais se destacam os grupos Habitação e Vestuário, cujas taxas passaram de 1,20% para 0,70% e de 2,05% para 1,88%, respectivamente.

A inflação para o consumidor também caiu em São Paulo (0,84% para 0,82%), Rio de janeiro (0,74% para 0,73%) e Belo Horizonte (0,56% para 0,54%). O índice subiu em Salvador (0,49% para 0,73%), Brasília (-0,01% para 0,05%) e Recife (0,45% para 0,53%).

Carnaval

Os foliões irão perceber que os preços de produtos e serviços estão um pouco mais caros neste carnaval. A média da inflação dos itens mais consumidos na festa ficou em 5,32% entre fevereiro de 2017 e janeiro deste ano, acima dos 3,22% da inflação do período, segundo o IPC/FGV, medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. A alta no carnaval foi puxada pelo preço dos combustíveis, que acelerou nos últimos 12 meses: a gasolina subiu 13,61%, enquanto o GNV aumentou 9,61%, e o etanol, 4,02%.

Para quem for viajar ou curtir o carnaval de rua, a boa notícia é que o preço das bebidas compradas no supermercado ajudou a esfriar o aumento dos outros itens. Bebidas destiladas (0,02%), cerveja (0,47%) e refrigerantes e água mineral (1,55%) não tiveram aumento real, ficando abaixo da inflação do período, assim como as refeições em bares e restaurantes, que tiveram alta de 3,15%.

“O calor não deve espantar os foliões, principalmente os que optarem por levar o isopor ou a bolsa térmica. Os preços das bebidas compradas nos supermercados, ou nos bares e restaurantes, subiram menos que a inflação. Até mesmo refrigerantes e água mineral consumidos fora de casa tiveram alta menor que o IPC/FGV, ficando em 2,97%. Na contramão, estão as outras bebidas alcoólicas, cujos preços subiram mais que o dobro da inflação, registrando alta de 7,45%”, explica o economista André Braz, responsável pelo levantamento.

Já hotéis, passagens aéreas, excursões e tarifas de ônibus urbanos aceleraram, em média, menos que no ano passado. Para Braz, com a economia dando sinais de melhora há espaço para aumento nos preços este ano. “Esperamos que em 2018 a atividade fique mais aquecida. Nesse ambiente, os preços dos serviços tendem a avançar mais. Contudo, nada que ameace a meta de inflação, que continua em 4,5%. Por enquanto, a nossa expectativa é que o IPC suba algo em torno de 3,8% este ano”, analisou o economista.

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