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CAD1 Inglaterra e Croácia se enfrentam na tarde desta quarta, pelas semifinais do Mundial. Quem vencer enfrentará a França em uma decisão inédita, no domingo que vem

Equipes fizeram o reconhecimento do gramado nessa terça-feira. (Foto: Reprodução)

As Seleções da Croácia e da Inglaterra já estão concentradas em Moscou, capital da Rússia, onde será disputada nessa quarta-feira, às 15h, o segundo duelo das semifinais do Campeonato Mundial. As duas equipes fizeram o tradicional reconhecimento do gramado do estádio de Lujniki e chegaram a se encontrar nas dependências internas do centro esportivo.

Diferente da postura de cautela que costuma marcar as declarações pré-jogo no universo do futebol, os respectivos técnicos e jogadores de ambas as equipes têm apresentado um discurso destemido e autoconfiante na véspera do confronto que definirá qual das duas equipes irá à final da Copa, no próximo domingo.

Quem vencer enfrentará a França, que na tarde dessa terça-feira bateu a Bélgica (algoz do Brasil nas quartas-de-final) por 1 a0 no estádio Krestovsky, em São Petersburgo. O único gol foi marcado aos 6 minutos do segundo tempo pelo zagueiro Umtiti, que também atua no Barcelona (Espanha).

Seja qual for o resultado desta quarta-feira, uma coisa é certa: a edição de 2018 do mais importante campeonato internacional de futebol terá uma decisão inédita. Isso porque a Croácia nunca chegou lá, a Inglaterra só esteve uma vez (em 1966, quando venceu a Alemanha) e as únicas duas decisões da França até agora tiveram como adversários o Brasil (1998, com derrota verde-e-amerela) e a Itália (2006, com vitória da Azzurra).

Croácia

O treinador da Croácia, Zlatko Dalic, pode ser obrigado a buscar alternativas para substituir o lateral-direito Vrsaljko, que machucou o joelho durante a partida contra Rússia, nas quartas-de-final.

“Eu senti algo estranho em meu joelho e, após conversar com os médicos, decidimos que seria melhor eu ser substituído naquela partida”, comentou Vrsaljko. “Não é nada terrível e espero conseguir me recuperar a tempo do jogo contra os ingleses.”

Apesar do possível desfalque, o comandante croata fez questão de reafirmar a confiança em sua equipe e falou sobre as suas expectativas para o jogo desta quarta-feira: “Sabemos que vamos jogar contra uma equipe muito qualificada. Eu imagino que eles jogarão de um modo diferente e talvez isso acabe nos favorecendo. Mas não estamos sob pressão. Vamos atuar de forma relaxada, tentando aproveitar o futebol”.

Dalic aproveitou a presença de jornalistas de diversos países para exaltar o retorno da Cróacia a uma semifinal, o que não ocorria desde 1998 (quando a Seleção do país terminou em terceiro lugar no Mundial, que seria vencido pela anfitriã França diante do Brasil).

“Após 20 anos, estamos de volta a um lugar do qual pertencemos. Tenho certeza que merecemos isso. Eu nem consigo imaginar o que pode acontecer!”, empolgou-se. O seu país, fundado oficialmente em outubro de 1991, nunca venceu a competição.

Inglaterra

Pelo lado da Inglaterra do técnico e ex-jogador Gareth Southgate, a delegação não esconde o entusiasmo com a possibilidade de voltar a obter um título mundial após 52 anos – o país, apontado como o berço do futebol, venceu apenas o Mundial de 1966, disputado em casa.

“Esta é, provavelmente, a melhor oportunidade que a Inglaterra já teve de voltar a conquistar a taça”, comentou o lateral-direito Kyle Walker. “Nós já provamos o nosso valor e deixamos claro que em momento algum demos qualquer sinal de que não acreditávamos na possibilidade de voltar para casa com o Mundial. Acho que isso nos fará ir além nessa partida. Eu tenho que sonhar grande!”

O volante Jordan Henderson, por sua vez, chamou a atenção para o fato de que ele e seus colegas estão muito focados nesse objetivo. “Queremos fazer, queremos criar. Obviamente, fomos bem até aqui mas temos que prosseguir, encarando jogo a jogo. Não há razão para tornar isso algo maior do que já é. Precisamos seguir nessa linha de cumprir uma etapa por vez”, ponderou o atleta do Liverpool.

Ainda sobre Henderson, um aspecto chama a atenção da imprensa europeia: com ele em campo,o país não sofre uma derrota futebolística há 30 jogos. É o maior período de invencibilidade de um atleta na história da Seleção inglesa.

A última vez em que isso aconteceu foi na Copa do Mundo de 2014, quando foi superada por 2 a 1 para o Uruguai, na primeira fase. Desde então, Henderson disputou torneios como a Eurocopa, o Mundial e suas respectivas eliminatórias, sem saber o que é uma derrota.

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