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Após prender suspeito, polícia ainda apura o que motivou a morte de advogado na Cidade Baixa

O advogado Gabriel Pontes Fonseca Pinto foi baleado e morto no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. (Foto: Reprodução/ Facebook)
Por Isadora Aires
Coletiva aconteceu na manhã desta sexta-feira (5). (Foto: TV Pampa)

Na manhã desta sexta-feira (5), a 1ª Delegacia de Polícia Civil convocou uma coletiva para apresentar o que já foi apurado sobre a morte de Gabriel Pontes, o advogado vítima de crime na Cidade Baixa na terça-feira da semana passada (26). A investigação ainda não acabou, mas o suspeito já foi identificado e preso. Segundo o delegado Paulo César Jardim, a motivação ainda não está completamente explicada – ou seja, nem a possibilidade de assassinato com mandante ou a de latrocínio foram descartadas.

 

Durante essa semana, os investigadores seguiram todas as atividades de Gabriel no dia do crime por meio de 34 câmeras. Às 15h37 da tarde em que foi morto, o advogado sacou dinheiro em caixa eletrônico na Cidade Baixa. Às 16h04, foi até uma rua paralela tentar depositar o montante – o que, segundo hipótese da investigação, não foi possível. Quatro minutos depois, foi morto. Essa rotina levanta a possibilidade de que o assassino já estivesse acompanhando os passos da vítima antes de cometer o crime. Quando o suspeito de assassinato desceu da moto, tirou o capacete que usava e colocou um boné. Depois do crime, retirou o adereço e vestiu o capacete novamente.

A investigação ainda ouviu 15 testemunhas – entre elas, cinco viram a situação a até 10 metros de distância. O suspeito foi encontrado no Morro da Cruz e já tinha antecedentes criminais. As testemunhas o reconheceram.

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