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STF manda bloquear redes sociais de sete investigados no inquérito sobre as supostas fake news

Segundo o jurista, Moraes (E) e Toffoli não cometeram apenas crime de responsabilidade. São culpados também de crimes comuns. (Foto: Agência Brasil)

A Polícia Federal está aprofundando as investigações de suspeitas de injúria e difamação contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira (16), estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão em São Paulo, Goiás e Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que é o relator do inquérito instaurado em março, por ordem do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli. Moraes também mandou bloquear as redes sociais de sete investigados no inquérito sobre as supostas fake news. Segundo ele, as postagens contêm “graves ofensas a esta Corte e seus integrantes, com conteúdo de ódio e de subversão da ordem”.

O inquérito foi alvo de críticas por diversas autoridades, entre procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato, juristas e até mesmo integrantes do STF. Uma semana depois de a investigação ser aberta, policiais federais já cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas de suspeitos em São Paulo e Alagoas. Nesta segunda-feira (15), o ministro Alexandre de Moraes determinou também que o site “O Antagonista” e a revista “Crusoé” retirassem do ar a reportagem “Amigo do amigo de meu pai”, que cita Toffoli. A publicação revelou um documento da Lava Jato de Curitiba no qual o empreiteiro e delator Marcelo Odebrecht disse ser do presidente do STF o apelido que deu título à matéria. Os responsáveis do site e da revista devem ser ouvidos em até 72 horas. Além disso, ficou estipulada uma multa diária de R$100 mil, em caso de infração. A revista repudiou a decisão e denunciou o caso como censura. Em protesto, a agência The Intercept publicou a matéria da Crusoé, sob o argumento de que “a estratégia de adjetivar qualquer notícia que desagrade aos poderosos de turno como ‘fake news’ vem se espalhando de maneira deletéria, ferindo cada vez mais nossa combalida democracia brasileira”. De acordo com a publicação, “essa tese não pode prevalecer, sob risco de vermos calados os críticos ao humor dos juízes”.

Pelo Twitter, o general da reserva Paulo Chagas informou que é alvo de um dos mandados expedidos hoje pelo ministro do Supremo. O general costuma fazer críticas ao Supremo na rede social. No dia 16 de março, Chagas escreveu: “A pressão popular sobre os ministros do STF está surtindo efeito. Se quem não deve não teme, por que Gilmar Mendes e Toffolli estão tão agressivos? O desespero indica que estamos no caminho da verdade! ‘Sustentar o fogo porque a vitória é nossa’”. Segundo Alexandre, as mensagens escritas por Chagas são “propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política e social com grande repercussão entre seguidores”, destacando que “em pelo menos uma ocasião, o investigado defendeu a criação de um Tribunal de Exceção para julgamento dos ministros do STF ou mesmo para substitui-los”. Além de Paulo, também são alvos da investigação: Omar Rocha Fagundes, Isabella Sanches de Sousa Trevisani, Carlos Antonio dos Santos, Erminio Aparecido Nadini, Gustavo de Carvalho e Silva e Sergio Barbosa de Barros.

Confira a publicação de Chagas na íntegra:

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