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Irritados com Bolsonaro, partidos nanicos que estavam dispostos a ajudar o governo já falam em demissão do ministro da Educação

(Foto: Isac Nóbrega/PR)

Desmentidos na terça-feira (14) pelo Palácio do Planalto, líderes do Patriota, PROS, PSC, PV, Cidadania, Novo e Podemos prometeram dar o troco no governo e até falam na necessidade de demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Na terça, em encontro marcado a convite do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), o presidente Jair Bolsonaro ligou para o ministro da Educação e pediu para suspender o contingenciamento de recursos nas universidades. Segundo eles, o presidente afirmou que o corte estava suspenso.

Ao saírem da reunião, os presentes, incluindo o líder do PSL, Delegado Waldir (GO), e o próprio Major Vitor Hugo, contaram a novidade para aliados, mas logo foram desmentidos pelo Ministério da Economia, pelo Ministério da Educação e pela própria Casa Civil.

Ainda na terça, no plenário da Câmara, Capitão Wagner (PROS), presente no encontro, se queixou do ocorrido: “Não vou admitir, como aliado do governo, ser chamado ao Palácio do Planalto para tratar de uma questão séria como essa, presenciar o presidente da República pegar um celular, ligar para um ministro na presença de vários líderes partidários e com todas as letras o presidente disse ‘a partir de agora o corte está suspenso’. Se o governo não sustenta o que o presidente disse na presença de 12 parlamentares, não sou eu que vou passar por mentiroso perante a nação”.

José Nelto (GO), líder do Podemos, defendeu o relato de quem estava presente na reunião. “Nenhum dos líderes mentiu. Todos os líderes são honrados. Ele [Weintraub] é que provocou a balbúrdia e fez cortes na educação, e ele é que vai ter que explicar”, declarou.

O desentendimento atrapalha a articulação de Vitor Hugo, que vinha dizendo que esses líderes poderiam ajudar o governo a aprovar a medida provisória 870, da reforma administrativa, conforme o relatório elaborado pelo líder do governo de Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Os partidos representam um total de 43 parlamentares e se uniram para combater a articulação entre o Centrão (DEM, PP, PR, PSD) e a oposição para tirar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça, que se firmou na semana passada.

Vitor Hugo quer modificações no texto, como manter o Coaf com Moro. Por outro lado, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, fez um acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para aprovar o texto como está antes que o prazo se esgote, em 3 de junho. Se a MP não for votada até essa data, a estrutura administrativa pode voltar aos 29 ministérios do governo Temer.

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