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Itaipu é parceira da ONU Mudanças Climáticas na Conferência do Clima COP 23

A COP 23 reunirá representantes de governos e chefes de estado de todo o mundo. (Foto: Reprodução)

A Itaipu Binacional será uma das instituições parceiras da Secretaria das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (United Nations Climate Change Secretariat – UNFCCC, em inglês) na Conferência do Clima da ONU (COP 23), em Bonn, Alemanha, de 6 a 17 de novembro. Durante a COP 23, que reunirá representantes de governos e chefes de estado de todo o mundo, serão discutidas estratégias de redução de emissões e de resiliência às mudanças climáticas, alinhadas com o Acordo de Paris.

O acordo, que foi adotado pelas nações presentes na COP 21 em 2015 e que entrou em vigor menos de um ano após, tem o objetivo de manter a elevação da temperatura global neste século abaixo de 2 graus C e, preferencialmente, não superior a 1,5 grau C.

Única empresa latino-americana

A Itaipu será a única empresa latino-americana na condição de parceira da UNFCCC na conferência. A parceria se deu em reconhecimento às diversas ações na empresa para a produção de energia limpa e renovável, segurança hídrica, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável em sua área de influência.

Esses projetos serão apresentados em detalhes no Pavilhão Momento para a Mudança, da UNFCCC, em Bonn. E, em parceria com o órgão da ONU, a binacional também irá promover dois seminários: “Nexo Água-Energia: Como a geração hidrelétrica pode liderar o desenvolvimento sustentável em um ambiente em mudança”, no dia 10 (Dia da Energia) e “Serviços Ecossistêmicos e Biodiversidade”, no dia 12 (Dia da Água).

Parceria

A colaboração entre a ONU Mudanças Climáticas e a Itaipu faz parte de uma série de parcerias entre o órgão das Nações Unidas e stakeholders importantes, incluindo o setor privado, para apoiar a ação climática. Os parceiros são formalmente reconhecidos e recebem grande visibilidade por meio do site da UNFCCC e suas redes sociais, conferências e atividades com a imprensa, visando alcançar uma audiência global.

As parcerias para a COP 23 promovem o crescente envolvimento de stakeholders não diretamente associados à UNFCCC, como na Marrakesh Parthership for Global Climate Action (MPGCA), ou Parceria Marrakesh pela Ação Climática Global, em tradução livre.

A MPGCA foi lançada na COP 22 pela Conferência das Partes, convidando explicitamente os stakeholders não associados, incluindo setor privado, a participar da ação climática e do Acordo de Paris. Todos os atores da sociedade são fortemente encorajados a incrementar seus esforços e a apoiar ações para reduzir emissões, bem como construir resiliência e diminuir a vulnerabilidade a efeitos adversos da mudança climática.

A usina de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, é a hidrelétrica que mais produz energia no mundo. Neste mês de novembro, atinge a marca de 2,5 bilhões de Megawatts-hora (MWh) de produção acumulada (o fornecimento de eletricidade começou em 1984).

Em 2016, a usina estabeleceu uma nova marca mundial em geração anual, com 103,1 milhões de MWh. Essa produção responde por 17% do consumo de energia elétrica do Brasil e 78% do Paraguai. Para se ter uma ideia, para gerar essa mesma quantidade de energia com fonte térmica, os países precisariam contar com mais de 500 mil barris de petróleo/dia, o que equivale a um quinto da produção petrolífera brasileira.

Tratado

A empresa é resultado de um tratado firmado entre brasileiros e paraguaios em 1973. Na época, o projeto sofreu influência da 1ª Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente, a Conferência de Estocolmo, realizada pela ONU em 1972. Por isso, a construção de Itaipu foi cercada de cuidados ambientais até então inéditos para uma hidrelétrica.

Um dos cuidados foi a criação de áreas de conservação (compostas por refúgios e pela faixa de proteção do reservatório) que totalizam mais de 100 mil hectares. Hoje, essa floresta protegida responde pelo sequestro de aproximadamente 730 mil toneladas de carbono por ano. Em 2017, a parte paraguaia das áreas protegidas foram integradas pela Unesco à rede mundial de reservas da biosfera. Ainda no campo da biodiversidade, Itaipu é responsável por programas de reprodução de espécies de animais ameaçadas, como a harpia (águia típica da América do Sul).

O reservatório de Itaipu se estende por aproximadamente 170 km lineares e armazena cerca de 29 bilhões de metros cúbicos de água. Além da geração de energia, o lago abastece municípios e é utilizado em atividades turísticas, agropecuárias e de produção de peixes.

Para dar suporte a esses usos múltiplos, a Itaipu desenvolve uma série ações no entorno, como a proteção de nascentes e cursos da água com matas ciliares, readequação de estradas rurais, conservação de solos agrícolas, promoção de técnicas agroecológicas, difusão de tecnologias para geração de energia a partir de dejetos da agropecuária, educação ambiental nas comunidades, entre outras estratégias. Entre as iniciativas da empresa, o Cultivando Água Boa foi reconhecido, em 2015, pela ONU-Água, como melhor prática de gestão de recursos hídricos.

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