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Já em 2019 venda de carros automáticos vão superar as dos equipados com câmbio manual

A tendência de abolir a habilidade de usar o pé esquerdo para pisar na embreagem e a mão direita para trocar as marchas constantemente já havia sido apontada em 2017. (Foto: Divulgação)

O exercício físico a bordo do carro parece estar mesmo com os dias contados para a maioria dos brasileiros. A tendência de abolir a habilidade de usar o pé esquerdo para pisar na embreagem e a mão direita para trocar as marchas constantemente já havia sido apontada pela consultoria Jato em 2017. Agora, estudo recente da consultoria Bright Inspiring Sound Decisions estima que já em 2019 as vendas de carros automáticos vão superar as dos equipados com câmbio manual.

“Em 2018, os automóveis automáticos responderam por 49% dos emplacamentos totais. E a estimativa é que esse número ultrapasse os 50% ainda neste ano”, disse Cassio Pagliarini, consultor da Bright. Há dois anos, a pesquisa da Jato revelava que as vendas de modelos novos com algum tipo de câmbio automático haviam crescido 13,5% entre 2012 e 2016. No primeiro semestre de 2017, os emplacamentos desse tipo de transmissão já correspondiam a 42% dos veículos.

Para Pagliarini, a proliferação de modelos que dispensam o pedal da embreagem convenceu o consumidor que antes desconfiava dessa tecnologia. Afinal, hoje os automatizados, CVTs e automáticos de toda a sorte são projetados e calibrados especificamente para o mercado nacional. O consultor credita o sucesso dos automáticos à qualidade dos equipamentos, mas afirma não acreditar que o preço dessa categoria de veículo vá cair nas lojas.

“Geralmente não se mexe [conserta] em câmbios automáticos com menos de 100 mil km rodados. Salvo em casos de vazamento de óleo. Um carro com transmissão automática acrescenta entre R$ 3.800 e R$ 6 mil no valor final do produto. Eu não acredito em queda de preço. O que acho que irá acontecer são promoções de modelos automáticos sendo vendidos pelo mesmo valor de equipados com transmissão mecânica”, disse Pagliarini.

Vicente Ramos, gerente de uma concessionária, também acredita nessa tendência do mercado. Para o comerciante, as pessoas realmente preferem um carro com câmbio automático para enfrentar o trânsito da cidade, mas reconhece que o valor ainda é impeditivo para a maioria dos clientes. “É uma tendência natural do mercado, embora o modelo automático seja mais caro. Muitas vezes as pessoas acabam procurando por automatizados, por causa do preço”, conta Ramos. Há diversos tipos de transmissão que somam valores distintos aos automóveis.

Vicente compartilha ainda da ideia de que hoje os consumidores estão mais confiantes nesse tipo de transmissão. “Tenho 53 anos e lembro que no passado as pessoas achavam que o automático iria quebrar. Isso não existe mais. Hoje, por exemplo, nós vendemos o Mobi entre R$ 35 mil e R$ 45 mil, e o Argo a partir de R$ 45 mil quando equipados com câmbio manual. Mas os carros automáticos partem de aproximadamente R$ 70 mil. Infelizmente, ainda não existe carro automático popular”, lamentou o gerente.

A busca pelo conforto parece se repetir também em veículos de duas rodas. Há uma tendência de os consumidores optarem por scooters equipados com câmbio CVT, em detrimento dos tradicionais modelos de baixa cilindrada que exigem que o condutor faça as trocas de marchas.

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