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“Já provei a minha inocência”, afirma Lula

Lula foi condenado a mais de nove anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro no caso do triplex em Guarujá. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou sua inocência nas ações penais da Operação Lava-Jato neste sábado (12), em ato da CUT (Central Única dos Trabalhadores), no Rio de Janeiro. “Por que eu iria envergonhar milhões de brasileiros, a quem reverencio todos os dias?  Eu não estou acima da lei, mas o juiz também não está. Já provei a minha inocência, quero que provem que tenho R$ 1 que não é meu. Querem criminalizar a esquerda e o PT. Vou brigar para ser candidato em 2018 e vou mostrar que esse país vai voltar a sorrir, a ter a Petrobras, a ter indústria naval”, declarou, sendo bastante aplaudido.

A plenária da CUT aconteceu em Madureira, na Zona Norte do Rio, na quadra do Império Serrano – escola de samba historicamente de esquerda, fundada por sindicalistas em 1947. Participaram do ato centenas de pessoas, entre sindicalistas, militantes e moradores da região, que gritaram o nome dele como presidenciável em 2018.

Lula fez um discurso de cerca de meia hora em que criticou as reformas do governo Michel Temer (PMDB), repetiu a intenção de regular   a imprensa se for eleito e anunciou sua caravana pelo Nordeste. Muito assediado, tirou fotos e assinou camisetas.

“Esse País voltou a ser o que sempre foi, e que mudou com a gente. Todo o objetivo dessa perseguição ao PT,  essa reforma da Previdência e trabalhista, tudo é para tentar destruir o que conquistamos há mais de 60 anos. Querem evitar que o Lula volte. Não têm competência para fazer o Brasil crescer, o que nós provamos que sabemos fazer. Tivemos a Previdência superavitária. A falta de dinheiro na Previdência é resultado da incompetência dessa gente que está hoje destruindo o País”, afirmou. “Muitos coxinhas agora não estão batendo mais panelas, e sim batendo a cabeça, porque não sabem mais o que fazer.”

Ele voltou a criticar os meios de comunicação. “Eu nem vejo mais televisão, nem leio mais jornais, porque todo dia é uma desgraceira contra o Lula. Querem que a sociedade esqueça que o Lula existiu”, disse. Em seguida, comparou-se a Tiradentes. “O engano deles é achar que existe um ser humano insubstituível. Em 1792, mataram Tiradentes, esquartejaram ele, salgaram ele, para que ninguém nunca mais pensasse em independência no Brasil. O problema deles não é o Lula, eles estão enganados. É enfrentar as milhões de pessoas que querem ter direitos”, criticou, acrescentando que também foi “esquartejado” e “salgado”.

Estiveram no palco com Lula o senador Lindbergh Farias (PT) e as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB) e Benedita da Silva (PT), entre outros políticos, além do coordenador nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stédile. Todos fizeram discursos contra o presidente Michel Temer (PMDB) e o juiz Sérgio Moro. Stédile disse que “é mais fácil o povo prender Moro do que Moro prender Lula”.

Lula é réu da Lava-Jato e mês passado foi condenado por Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a nove anos e seis meses de prisão no caso do triplex do Guarujá, que, segundo a Justiça, foi pago como propina da empreiteira OAS. Na sexta-feira (11), em evento na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro para marcar o lançamento do livro “Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula”, com artigos de juristas organizados por professores de Direito, o ex-presidente disse que integrantes da força-tarefa da Lava-Jato compõem um partido político e que a esquerda precisa “juntar os cacos” para vencer em 2018. (AE)

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