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Jair Bolsonaro encerra entrevista coletiva após ser questionado sobre Moro

Pontos controversos do pacote já foram derrubados em análise preliminar no Congresso. Na foto, Bolsonaro (E) e Moro. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Nesta terça-feira (11) o presidente Jair Bolsonaro encerrou uma entrevista coletiva em São Paulo logo após ser questionado sobre como avaliava a atual situação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Bolsonaro já havia respondido quatro perguntas sobre a reforma da Previdência quando foi questionado por uma repórter: “Como o senhor avaliou as questões envolvendo o ministro Sérgio Moro? O senhor não pode falar sobre isso, presidente?”. Ele diz: “Está encerrada a entrevista, viu? Obrigado”.

Mais cedo, em Brasília, o presidente e o ex-juiz reuniram-se no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Após o encontro, em nota, o ministério informou que Moro disse a Bolsonaro que a Polícia Federal investiga a “invasão criminosa” de celulares de juízes, procuradores e jornalistas. A reunião ocorreu após o site The Intercept Brasil ter publicado no domingo (9) uma reportagem com troca de mensagens atribuídas a Moro e ao coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol. De acordo com o site, o então juiz responsável pela Lava Jato no Paraná orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores que atuam na operação. As conversas aconteceram no Telegram, um aplicativo de mensagens.

Moro comentou o caso na segunda-feira (10), afirmando em uma entrevista coletiva em Manaus que não orientou a atuação dos procuradores, acrescentando que os trechos mencionados na reportagem, em sua opinião, não mostram prática ilegal. “Na verdade, já me manifestei ontem, não vi nada de mais ali nas mensagens. O que há ali é uma invasão criminosa de celulares de procuradores, não é? Pra mim, isso é um fato bastante grave – ter havido essa invasão e divulgação. E, quanto ao conteúdo, no que diz respeito à minha pessoa, não vi nada de mais”, disse.

Ainda na segunda, o secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, disse que informou Bolsonaro sobre o vazamento no domingo e voltou a conversar sobre o caso com ele por volta da manhã de segunda. Nos dois momentos, segundo Wajngarten, o presidente repetiu a afirmação: “Nós confiamos irrestritamente no ministro Moro”.