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Jair Bolsonaro vota com a esquerda, disse um assessor do presidenciável Geraldo Alckmin

Segundo dados da mais recente pesquisa Ibope, 77% das pessoas que declararam voto em Bolsonaro na pesquisa estimulada já tinham citado antes, de forma espontânea, o nome do capitão reformado. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) tem uma mensagem que fala ao coração das pessoas e, para conter o fenômeno, é preciso falar uma linguagem que as pessoas entendam, disse na última sexta-feira (10) Persio Arida, coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin (PSDB), em evento de ex-bolsistas da Fundação Lemann com economistas de presidenciáveis.

Questionado após o debate se Alckmin fala a linguagem que as pessoas comuns entendem, Arida disse que não falaria com a imprensa.

Durante o bate-papo com os outros economistas, Arida afirmou ainda que Bolsonaro posa de candidato liberal, mas sempre “votou com a esquerda”.

Recentemente, disse ele, o capitão da reserva votou contra cadastro positivo e a criação de novos municípios, ou seja, continua votando de forma “populista, embora tenha um economista liberal”, disse, em referência à Paulo Guedes.

Segundo Arida, parte da sociedade se surpreende com o candidato do PSL, mas age como a elite de Nova York, quando discutia a candidatura de Donald Trump à presidência dos EUA sem o levar a sério. “É fácil ridicularizar, mas ele [Bolsonaro] tem audiência”, disse.

Como a pergunta inicial da plateia havia sido o que dizer do candidato polêmico que liderava às pesquisas (Bolsonaro), Márcio Pochmann, um dos formuladores do programa econômico do PT rebateu: “Nas pesquisas a que tenho acesso, o candidato que está à frente das pesquisas é Luiz Inácio Lula da Silva”.

Para Pochmann, polêmico ou não, Bolsonaro representa parte da sociedade e deve participar do debate eleitoral.

Já João Paulo Capobianco, coordenador do plano de governo de Marina Silva (Rede), diz que o fenômeno Bolsonaro é consequência do afastamento da sociedade da política, mas não há outro caminho que não seja a política.

Nelson Marconi, coordenador do programa de Ciro Gomes (PDT) disse que Bolsonaro é produto de dois anos de “avacalhação” da política.

“Ocorreram problemas, mas não se pode dizer que a classe é uma porcaria”.

Pesquisa

A primeira pesquisa eleitoral realizada após a conclusão do período das convenções partidárias, que confirmou os candidatos à Presidência da República e as respectivas alianças formadas, continuou mostrando o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) na liderança da disputa nos cenários em que não é considerado o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há quatro meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo levantamento feito pelo Ipespe entre 6 e 8 de agosto, o 12º da série encomendada pela XP Investimentos, Bolsonaro tem entre 19% e 23% das intenções de voto, dependendo da simulação de primeiro turno observada. Em 3 das 4 testadas, observou-se uma oscilação positiva de 1 ponto percentual em seu apoio, movimento dentro da margem de erro, de até 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR- 08988/2018.

Bolsonaro também lidera na corrida espontânea, quando nomes de candidatos não são apresentados aos eleitores. Neste cenário, o parlamentar tem 17% das intenções de voto, tecnicamente empatado por Lula, que oscilou de 13% na semana passada para 15%. O líder petista corre riscos de ser impedido de participar da disputa em função da Lei da Ficha Limpa, que impede candidaturas de condenados em segunda instância. Os ex-governadores de São Paulo e do Ceará, Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), respectivamente, têm 3% cada, ao passo que o senador Álvaro Dias (Podemos) aparece com 2%. Brancos, nulos e indecisos somam 58% do eleitorado.

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