Home > Notícias > Brasil > Com 175 mil pedidos na fila de espera, a Polícia Federal anunciou a retomada da emissão de passaportes

“Ninguém fica feliz em dar imunidade a criminoso”, disse o procurador-geral da República sobre o acordo com os irmãos Batista

Mandato de Janot à frente da PGR termina em setembro. (Foto: Folhapress)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta segunda-feira (17) que pensou que fosse mentira e não acreditou quando recebeu as primeiras denúncias da JBS que envolviam o presidente Michel Temer e um esquema de corrupção no governo.

“Essas pessoas procuraram agentes do Ministério Público para oferecer a possibilidade de um acordo penal. E envolviam altíssimas autoridades da República. A primeira reação nossa foi dizer ‘isso é mentira, não acredito que isso esteja acontecendo, é inacreditável que a prática continue de maneira aberta’ “. Janot participa de evento promovido pelo Brasil Institute, do Wilson Center, em Washington, e vai se encontrar com autoridades norte-americanas.

O procurador-geral disse também que seu trabalho está feito no que diz respeito à denúncia por corrupção passiva apresentada contra Temer com base na delação premiada do empresário Joesley Batista, da JBS.

Janot negou ter pressa para apresentar uma nova denúncia contra o presidente e afirmou que aceitaria uma possível rejeição do texto pela Câmara “com a maior naturalidade”.

Imunidade

Sem mencionar o nome de Joesley ou da JBS, Janot apresentou a colaboração que livrou os donos da empresa da cadeia como “a grande polêmica que se tem hoje no Brasil”, e garantiu que, mesmo depois de toda a polêmica, faria tudo de novo “sem o menor drama de consciência”.

“Ninguém se sente feliz concedendo imunidade a criminoso”, disse o procurador-geral, destacando que a imunidade foi concedida “a pessoas ricas que moram aqui, em Nova York”. Janot disse que os delatores apresentaram “takezinhos de algumas gravações” com uma diferença em relação às outras colaborações: denunciavam um crime em curso.

A gravação apresentada por Joesley Batista sugeria que o presidente Michel Temer estava agindo para atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. (Folhapress)

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