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Jardim em homenagem a Marielle Franco é inaugurado em Paris

O jardim suspenso que leva o nome da vereadora fica junto à Gare de l’Est, uma das principais estações de trem da cidade. (Foto: Reprodução/Twitter/@PKlugman)

Foi inaugurado neste sábado (21), em Paris (França), um jardim em homenagem a Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em março do ano passado. O pai, a mãe e a filha de Marielle acompanharam a cerimônia, além de autoridades francesas.

O jardim suspenso que leva o nome da vereadora fica junto à Gare de l’Est, uma das principais estações de trem da cidade, no 10° distrito da cidade. É um espaço com 2,6 mil m² e tem cerca de 70 árvores, a maior parte frutíferas. O acesso é feito pela Rua d’Alsace. A inauguração aconteceu às 15h em Paris (10h em Brasília).

O espaço foi implantado no terraço de um hotel ao longo da via férrea. O jardim fica no nível da rua, que se eleva paralelamente aos trilhos.

Marielle Franco foi morta junto com o motorista Anderson Gomes numa emboscada no dia 14 de março de 2018. Quase um ano depois, dois suspeitos do crime foram detidos, um policial militar e um ex-PM.

A homenagem foi aprovada por unanimidade em abril deste ano pela Câmara Municipal de Paris. O pedido foi feito à prefeita, Anne Hidalgo, por uma rede europeia que defende a democracia no Brasil, a RED.Br.

Para a prefeitura, a iniciativa prova o “engajamento da capital na defesa dos direitos humanos pelo mundo, mas também da defesa dos políticos em perigo”, segundo comunicado divulgado na véspera da inauguração.

Antônio Francisco da Silva Neto, Marinete da Silva e Luyara Francisco dos Santos, respectivamente pai, mãe e filha de Marielle, foram para Paris especialmente para a ocasião. Renata da Silva Souza, deputada estadual do Rio de Janeiro e ex-chefe de gabinete da vereadora do PSOL também participou da cerimônia. Já Monica Benício, viúva de Marielle, foi representada por Stéphanie Palancade.

A inauguração acontece dois dias após o nome da vereadora ter sido indicado para a edição 2019 do Prêmio Sakharov de direitos humanos. Também fazem parte da lista três outros brasileiros: o líder Caiapó Raoni, o ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL) e a defensora da Amazônia Claudilice Silva dos Santos.

A morte de Marielle Franco levou a várias manifestações de solidariedade na França. Além disso, a foto da vereadora ficou durante meses exposta em diversos lugares da capital francesa. Em março do ano passado, a prefeitura de Paris instalou um grande retrato de Marielle na fachada do prédio. Várias vezes, a própria prefeita Anne Hidalgo tuitou a respeito da morte da vereadora, cobrando uma resolução do crime.