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Jogador agora poderá treinar Pokémon até dormindo

Em 2016, o Pokémon Go transformou o ato de andar em entretenimento; agora, será o sono. (Foto: Reprodução)

Em breve, será possível continuar treinando o Pokémon enquanto dorme. A Pokémon Company anunciou em evento no fim de maio que lançará em 2020 o aplicativo Pokémon Sleep, em que as horas de descanso do jogador farão parte do game – a empresa ainda não revelou detalhes de como o jogo vai funcionar, mas disse que o aplicativo vai monitorar quanto tempo o usuário dorme. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

“Em 2016, o Pokémon Go transformou o simples ato de andar em entretenimento, transformando o mundo inteiro em um jogo. Vamos fazer isso novamente – desta vez, para o sono”, disse a empresa no Twitter. O Pokémon Go é um jogo que usa tecnologia de realidade aumentada.

Para desenvolver o novo app, a Pokémon Company fez uma parceria com a Nintendo. Juntas, as empresas desenvolveram o dispositivo Pokémon GO Plus +, que vai rastrear o tempo de sono do usuário e vai enviar essas informações para o aplicativo do jogo por meio de Bluetooth.

Indústria de games

Na maior feira de games do mundo, a E3, realizada na última semana em Los Angeles, a indústria mostrou que conhece bem a lição de que, às vezes, é preciso esperar um tempo até uma nova fase ser carregada: fez anúncios tímidos para o curto prazo e olhou bastante para o futuro. A começar pela promessa de uma nova geração de consoles, que só deve chegar aos consumidores no fim de 2020, amparada por processadores potentes e suporte a novas tecnologias.

Quem mais fez promessas nessa E3 foi a Microsoft. Em sua conferência, a empresa prometeu para 2020 o sucessor do Xbox One, lançado em 2013. Chamado de Projeto Scarlett, o videogame deve ser capaz de reproduzir jogos em resolução 8K, com um processador quatro vezes mais potente que o do Xbox One X, atual aparelho topo de linha da empresa. Foi uma resposta à rival Sony. A japonesa nem esteve presente em Los Angeles, mas já antecipou configurações similares para o PlayStation 5, previsto para 2020.

Os dois aparelhos, porém, vão manter uma característica que já parecia fazer parte do passado: um leitor de mídia física. Segundo pesquisa da corretora Piper Jaffray, as venda de jogos físicos caem cerca de 10 pontos porcentuais por ano desde o início da década, preteridos por arquivos digitais. “Mas é uma escolha que muitos jogadores ainda fazem, então vamos mantê-la”, disse o líder da divisão de games da Microsoft, Phil Spencer, em Los Angeles. Para Arthur Protásio, designer da produtora brasileira Fableware, é algo simbólico. “É um momento de transição claro.”

Mas há mudanças mais profundas na indústria de games do que só a evolução de tecnologia. Influenciada pelos mercados de tecnologia da informação e do entretenimento, que buscam aumentar a fatia do faturamento com assinaturas, as grandes produtoras tentam trocar o formato de “produtos fechados” pelo de serviços.

Um exemplo? O novo jogo dos Vingadores da Marvel, que chegará ao mercado no ano que vem, pelas mãos da produtora Square Enix. Não será uma história com começo, meio e fim, mas sim com fases e capítulos, lançados continuamente. “Muda não só o consumo, mas a produção”, diz Protásio. “As histórias precisam ser desenvolvidas de forma que possam sempre ter continuidade – até que os jogadores desistam e resolvam buscar outros jogos.”

Para Guilherme Camargo, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a prática extrapola algo que a indústria do entretenimento faz há tempos: apostar em sequências e derivados. “É uma prática que sai mais barata e é menos arriscada do que criar novos títulos”, diz. “Como serviço, o game pode reforçar essa tendência e afetar a criatividade do setor.”

A mudança não é só no conteúdo, mas em como ele é comercializado. Em vez de vender jogos a R$ 200 (ou US$ 60, nos EUA), a indústria tem lançado mais serviços de assinatura. Por um valor mensal, o usuário tem acesso a uma biblioteca de games, que podem ser baixados para seu console. É algo que marcas como EA, Sony e Microsoft fazem há anos, mas que tem se espalhado.

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