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Jornal diz que milhões de dólares da Renault foram parar na firma do brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente da montadora francesa

O brasileiro Carlos Ghosn enfrenta acusações. (Foto: Reprodução/Twitter)

Uma empresa de investimentos controlada pelo ex-presidente da Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, recebeu cerca de 350 milhões de ienes (US$ 3,3 milhões) da montadora francesa por meio de uma distribuidora automotiva em Omã, disse o jornal japonês Asahi no domingo, citando promotores da capital japonesa. As informações são do jornal O Globo.

A alegação é mais uma parte da acusação da promotoria japonesa, que afirma que dinheiro da Nissan, aliada da Renault, também foi desviado para a mesma distribuidora.

O novo desdobramento sobre Ghosn (que também tem cidadania francesa e libanesa, além da brasileira) deverá engrossar o processo contra o ex-executivo, que foi preso em Tóquio por má conduta financeira e deixou a presidência da Nissan e da Renault.

O dinheiro oriundo da Renault foi transferido para a firma de investimentos controlada por Ghosn em 2011, disse o jornal. Os fundos seriam parte de uma “reserva da diretoria executiva”, utilizada sob o comando do empresário. Ghosn renunciou à presidência da montadora francesa em janeiro, e a Renault iniciou uma investigação interna sobre ele após sua prisão em novembro, em Tóquio.

Em abril, as montadoras Renault e Nissan descobriram pagamentos feitos por Ghosn que teriam financiado o uso de jatos particulares, a compra de um iate e até uma start-up de seu filho, o que levou a companhia francesa a alertar a Justiça do país, revelaram fontes a par do assunto. As transações feitas entre Renault, Nissan e sua joint venture sediada em Amsterdã, a RNBV, envolveriam milhões de euros passados a empresas em Omã e no Líbano que teriam sido posteriormente utilizados para fins pessoais por Ghosn e sua família.

Segundo a Bloomberg, um advogado de Ghosn foi contatado por telefone, mas não foi encontrado.

Mulher de Ghosn teme Justiça japonesa

Em recente entrevista, Carole Ghosn, mulher de Carlos Ghosn, ex-presidente da aliança Renault-Nissan, afirmou ter medo da maneira como a Justiça japonesa conduz as investigações. O executivo, considerado um dos grandes nomes da indústria automobilística, é investigado por sonegação fiscal e abuso de confiança, entre outros crimes.

“Os agentes chegaram às 5h50 da manhã, bem cedo e de surpresa. Havia 20 pessoas e foram muito violentos. Uma das condições da liberdade sob fiança era ter câmeras em casa para mostrar quem entrava e saía. E a primeira coisa que os agentes fizeram foi desligá-las para que as pessoas não pudessem ver o que eles estavam fazendo. Lá embaixo, estava toda a imprensa japonesa, avisada pelos promotores, como forma de humilhá-lo”, afirmou Carole na ocasião.

Ela também relatou ter sido humilhada.

“Fiquei trancada lá horas, enquanto eles reviravam todo o apartamento. Eles pegaram meu telefone, meu passaporte libanês, o que é ilegal, já que não estava sendo presa e não estou no processo. Queriam que eu assinasse documentos em japonês. Não me permitiram ligar para ninguém. Eu estava de pijamas e, toda vez que ia ao banheiro, colocavam uma mulher lá dentro comigo. Muito humilhante. Não sou suspeita de nada”, lamentou.