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Juíza substituta da Operação Lava-Jato diz que também teve o seu celular invadido

Substituta de Sérgio Moro, Gabriela Hardt atuou como juíza da Lava-Jato desde a saída do atual ministro até Luiz Antonio Bonat assumir a função, em fevereiro. (Foto: Ajufe)

A juíza substituta da Operação Lava-Jato Gabriela Hardt, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, afirmou nesta quarta-feira (12) que também teve o celular invadido. Por meio de nota, a Justiça Federal informou que ela teve o aplicativo de mensagens Telegram acessado indevidamente. Segundo comunicado, o celular foi invadido “na mesma época e aparentemente pela mesma pessoa/grupo que invadiu os aparelhos dos procuradores” da força-tarefa.

“A juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas e entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme. Da mesma forma, a juíza federal espera que o Poder Judiciário, do qual faz parte, perceba tal gravidade e adote medidas firmes para repelir tais condutas”, diz a nota.

A Polícia Federal suspeita que a invasão do celular do ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e de procuradores da Operação Lava-Jato tenha sido planejada. Os investigadores estão colhendo indícios sobre a autoria, sobre quem teve acesso de forma ilegal a conversas privadas do ministro e qual o método usado pelos hackers. Quatro inquéritos investigam os ataques semelhantes.

Juíza comandou processos da Lava-Jato

Com o afastamento de Sérgio Moro dos processos da Lava-Jato, em novembro de 2018, para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a operação ficou sob comando da juíza Gabriela Hardt por cerca de três meses. Ela deixou a função de titular no começo de fevereiro deste ano, quando o juiz federal Luiz Antonio Bonat assumiu em definitivo o lugar de Moro.

Nesse período, Gabriela foi responsável, por exemplo, pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em ação sobre sítio de Atibaia (SP).

Inquéritos 

A Polícia Federal  instaurou quatro inquéritos para investigar o vazamento de mensagens de celular de procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava-Jato e do ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Os investigadores trabalham com a hipótese de que houve uma ação orquestrada. Há a suspeita de que a invasão ao celular de Moro e de integrantes do Ministério Público Federal tenha sido planejada. Os investigadores estão colhendo indícios sobre a autoria, sobre quem teve acesso de forma ilegal a conversas privadas do ministro e qual o método usado pelos hackers. No caso de Moro, já se sabe que o ministro da Justiça atendeu a uma ligação de um número igual ao dele, e que isso permitiu o acesso ilegal ao aplicativo Telegram, que ele não usava mais.

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