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Júri condena um dos acusados de matar filho de Carlinhos de Jesus

Carlinhos de Jesus abraça a família após a leitura da sentença. (Foto: Reprodução)

Um júri condenou Miguel Ângelo da Silva Medeiros, um dos acusados de matar o músico Carlos Eduardo Mendes de Jesus, a 16 anos e 4 meses de prisão, na noite desta quinta-feira (16). O outro acusado julgado, André Pedrosa dos Santos, foi absolvido.

Os dois acusados, julgados desde quarta-feira (15), são policiais militares. Outro acusado, o ex-policial Marlon Soares, é julgado separadamente. A Defensoria recorreu da sentença de Miguel Angelo. Na sentença, o juiz Gustavo Direito pediu que Miguel perca o cargo de PM.

Carlos Eduardo é filho do coreógrafo Carlinhos de Jesus. Emocionado, Carlinhos abraçou a família após a leitura da sentença. A família de André, que teve a prisão revogada, comemorou.

Carlos Eduardo foi assassinado em 2011, em Realengo. Durante esta quinta, a defensoria defendeu a tese de que o crime foi passional, encomendado por Marlon Soares – Bruna Florêncio, que namorou Dudu por seis anos, contou que no mês do crime – novembro de 2011- ela ficou duas vezes com Marlon. Ela afirmou, porém, que posteriormente voltou com o músico.

O júri havia se reunido para deliberar no fim da tarde. A promotoria afirma que o crime foi motivado por uma briga ocorrida 45 dias antes do assassinato. Na ocasião, o PM Miguel teria flagrado um dos integrantes da banda de Dudu cheirando cocaína no banheiro de uma casa de shows, teria derrubado o saco com a droga ao dar um tapa na mão do rapaz. Segundo a promotoria, quando saiu do banheiro, Miguel foi cercado e espancado e que Dudu o teria impedido de usar a arma que ele tinha puxado na briga.

“Embora Miguel tenha ficado muito machucado, com o nariz quebrado, foi para o hospital com o amigo Marlon Soares (outro acusado) dizendo que tinha caído de moto. A briga que teve com o grupo de Dudu só veio a ser mencionada três meses após o assassinato de Dudu, em depoimento na Divisão de Homicídios, durante investigação do crime”, destacou a promotora.

Pena branda

Depois do julgamento, Carlinhos de Jesus disse que achou que a pena aplicada aos PMs foi branda. Ele disse que estava ansioso pelo resultado e não concordou com a absolvição de André. “Acho que foi injusto e o MP vai recorrer. A pena para o Miguel foi branda em relação à sequela que ele deixou para a família, para o meu neto”. Segundo ele, o PM absolvido estava na cena do crime. Carlinhos disse que esse é só o início da batalha e dá ânimo para seguir em frente para acompanhar os outros julgamentos.

Ainda sobre a pena aplicada ao PM ele lembrou alguns casos como o do goleiro Bruno e de Daniella Perez. “As leis precisam ser melhor trabalhadas para que as pessoas sejam realmente condenadas”. O coreógrafo também lembrou dispositivos de progressão de regime. “Bom comportamento? Como pode pode isso? Eles têm um dia de péssimo comportamento e destroem uma família. As leis têm que ser melhor elaboradas e cumpridas.”

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