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A Justiça chilena arquivou o caso de um ex-bispo acusado de abuso sexual de um menor de idade

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, recebeu o papa em Santiago no dia 16 deste mês. (Foto: Reprodução)

Um tribunal chileno confirmou o arquivamento da investigação contra o ex-bispo Marco Antonio Órdenes, acusado de ter abusado sexualmente de um menor de idade em 1997, acusação pelo qual o Papa Bento XVI decidiu destituí-lo, informou o Poder Judiciário no sábado.

Durante sua gestão como bispo da cidade de Iquique (1.800 km ao norte de Santiago), Rodrigo Pinto denunciou Órdenes em 2008 por ter abusado dele quando tinha 15 anos. A denúncia foi um duro golpe para a Igreja chilena.

A Corte de Apelação da cidade de Iquique confirmou uma decisão anterior e “ordenou o arquivamento do caso, depois de estabelecer na investigação que não há provas para verificar a ocorrência dos eventos relatados em dezembro de 2008”, disse em declaração o Poder Judicial.

O Vaticano também abriu uma investigação sobre o caso em outubro de 2012. Poucos dias após o início do inquérito, Órdenes apresentou sua destituição à igreja, aceita imediatamente pelo papa, que anunciou seu desligamento.

Órdenes tornou-se o primeiro bispo chileno a ser investigado por estupro. Cerca de 80 sacerdotes foram acusados de abuso sexual de menores desde 2000, de acordo com a ONG americana Bishop Accountability.

A recente visita do Papa Francisco ao Chile foi permeada por protesto contra acobertamento de casos de estupro na igreja chilena e de participação ativa nos atos papais do bispo de Osorno (sul), Juan Barros, acusado de ter mantido o silêncio sobre o abuso sexual de menores cometidos por seu guia espiritual, o influente padre Fernando Karadima.

O papa disse que não há provas contra Barros e chamou as acusações contra o bispo feitas pelas vítima de Karadima de “calúnia”.

Pedofilia

A ONG americana Bishop Accountability – que desde 2003 se dedica a publicar os arquivos de absuadores dentro da Igleja católica – difundiu uma lista de religiosos que abusaram de menores no Chile. Por isso, durante a visita do papa ativistas de vários países lançaram em Santiago uma organização global contra o abuso sexual infantil na Igreja e exigiram que Francisco mude “perdões” por “ações” para enfrentar a pedofilia.

Na ocasião, no Palacio de La Moneda, onde se reuniu com a presidente do país, Michelle Bachelet, o pontífice pediu que se escutem os desempregados, os povos originais, os imigrantes, os jovens, os idosos e as crianças. E então afirmou: “E aqui não posso deixar de manifestar a dor e a vergonha que sinto diante do dano irreparável causado às crianças por parte dos ministros da Igreja”.

Quero me unir a meus irmãos no episcopado, já que é justo pedir perdão e apoiar com todas as forças as vítimas, ao mesmo tempo em que temos que nos empenhar para que não volte a se repetir”, disse, sem citar a palavra “abuso”.

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