Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019

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CAD1 A Justiça puniu duas torcidas organizadas que depredaram o estádio Beira-Rio no sábado

Estádio Beira-Rio (Foto: Reprodução)

As torcidas organizadas Guarda Popular e Camisa 12, do Internacional, estão proibidas de participar de jogos do clube por 90 dias. O Juizado do Torcedor atendeu ao pedido do MP (Ministério Público do Rio Grande do Sul), após reunião no Juizado Especial Criminal (Jecrim) no estádio Beira-Rio, em razão das cenas de vandalismo que sucederam o empate em 1 a 1 com o Criciúma, no sábado, decorrente de uma briga generalizada entre torcedores e policiais da BM (Brigada Militar).

A casa do Internacional foi depredada, vidros quebrados, pedras arrancadas e usadas como arma contra policiais e até a loja oficial do clube acabou saqueada.
A reunião do Jecrim durou mais de uma hora e depois dela ficou determinada que as organizadas não poderão estar presentes em jogos do Inter, em casa, pelos próximos três meses. O pedido da Promotoria do Torcedor era de suspensão por 180 dias. Mas decidiu-se por 90 dias.

Márcio Bressani, titular da Promotoria do Torcedor, explicou que a solicitação de uma pena maior se deve a reincidência das duas organizadas e a necessidade de apuração de todos os fatos referentes aos protestos.
As organizadas Camisa 12 e Guarda Popular também brigaram entre si em frente ao Gigantinho, ginásio de esportes no complexo Beira-Rio, na saída do jogo. Protestos cada vez mais violentos se tornaram comum após tropeços do Inter em casa. Ao menos cinco já aconteceram neste ano. Outros tantos na campanha do rebaixamento no ano passado. Na semana passada, por exemplo, um torcedor foi detido e outros 10 identificados e proibidos de frequentar praças desportivas.

Decisão

Conforme parecer emitido pelo juiz de Direito Marco Aurélio Martins Xavier, do Juizado do Torcedor, “há provas eloquentes da malfadada violência entre grupos de torcedores das organizadas, identificadas na peça inquisitorial e que estão bem caracterizadas nas imagens”. O texto ainda diz que é “inadmissível que esses grupos continuem atuando normalmente, no ambiente dos estádios, sem que os fatos sejam devidamente apurados e mereçam resposta penal adequada”.

Em função disso, “fica vedado acesso de instrumentos de percussão, bonés, faixas, barras e outros meios de identificação, bem como a concessão de qualquer forma de franquia dos integrantes da Camisa 12 e da Guarda Popular “decorrente da condição de torcedor de organizada, devendo ser barrado o acesso do grupo que ingressa na forma de concessão do clube”.

Antes da decisão, o juiz já havia acatado o pedido de afastamento de dez torcedores do Internacional após eles terem sido identificados na partida do dia 1 de julho, com o Boa Esporte Clube, depredando o complexo Beira-Rio. O magistrado acatou o pedido do MP e ainda determinou que os torcedores também se apresentem nas Delegacias de Pronto Atendimento de seus domicílios, em dias de jogos, sempre meia hora antes da partida começar e só deixando a delegacia meia hora depois do jogo acabar. “Os fatos revelaram um fanatismo inexplicável, que precisa ser contido, sob pena de atingir pessoas inocentes, que vem ao estádio para torcer. Assim, permitir o livre acesso desses torcedores, mesmo diante de fatos dessa natureza, será minimizar a gravidade dos fatos e abrir espaço para reiterações, em prejuízo da ordem pública no estádio”, disse o juiz em parte da sua decisão.

As mesmas

Guarda Popular e Camisa 12 foram as mesmas organizadas que protagonizaram cenas de violência no primeiro jogo do Internacional nesta temporada, fora de casa, contra o Veranópolis. Na ocasião, uma briga entre elas acabou com arremesso de pedras no estádio Antonio David Farina. Depois de momentos de tensão, o clima acalmou-se. O Inter chegou a ser punido com perda de dois mandos de campo (poderiam ser 10), mas reverteu em pagamento de cestas básicas.

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