Últimas Notícias > Colunistas > Cúpula do PSL não entendeu o recado de Jair Bolsonaro

Laços do Barril

(Foto: Stéferson Faria/Agência Petrobras)

Diretores da Petrobras têm pisado em barris quentes para driblar suas relações pessoais fora da petroleira e com empresas enroladas na Lava-Jato. Aprovada pelo Conselho da petroleira na Ata 159 de 1º de março, desde então a diretora de Refino e Gás Natural, Anelise Quintão, se vê questionada porque seu irmão, Ricardo Quintão Lara, é dono da Rilsan Engenharia, ligada à enrolada UTC, em leniência no processo por pagar propinas.

Na Ata, ficou claro que ela deve se abster de votar e ou opinar em caso de a empresa do irmão ou qualquer outra ligada a ele tiver contratos com a Petrobras. Caso semelhante à amiga e também diretora Ana Lúcia Poças Zambelli – que na mesma reunião se disse sob suspeição para votar, por ter gerenciado empresas fornecedoras da Petrobras.

Memorial

Ana Lúcia Poças Zambelli, que admitiu amizade com a diretora, foi vice-presidente da Maersk Drilling e presidente na América do Sul da Transocean, duas delatadas na Lava-Jato. Ricardo Lara, irmão de Anelise, voltou a ser contratado da UTC.

Olho neles

Em nota à Coluna, a Petrobras informa que a nomeação da diretora “Anelise Quintão  Lara atende a todos os requisitos de Governança e Conformidade”, e “foi  objeto de profunda análise pelo Comitê de Pessoas”.

Olho neles 2

Também informou que, a despeito dos “laços  de  parentesco  da  diretora com membro da administração das empresas Rilsan Engenharia e UTC, constatou-se que não há contratos  vigentes  com  as  referidas”.

Crime da Asa Sul

Hoje é o julgamento do ano em Brasília. O promotor Maurício Miranda acusa Adriana Villela de pagar uma fortuna para contar com o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, no comando de sua defesa. Adriana é suspeita de ter mandado matar os pais – o ex-ministro do TSE José Guilherme Villela e a esposa – no chamado crime da Asa Sul, anos atrás.

Defesa

Kakay nega receber qualquer recurso da ré e garante atuar pro bono (gratuitamente) em atendimento a um pedido feito pelos advogados Sepúlveda Pertence, Eduardo Ribeiro e Pedro Gordilho que eram muito amigos de José Guilherme Villela, pai da acusada.

Conta eco

Com a greve dos Correios e boletos nas agências, as operadoras de telefonia do Sinditelebrasil passaram a incentivar os clientes a aderirem à fatura digital – além de rápida, online, também é ecológica, porque economiza compra de papel. Os Correios atendem, hoje, mais de 76 milhões de clientes com entregas de boletos.

Déficit

Em meio à previsão de déficit de R$ 126,54 bilhões, o Governo cedeu à pressão e abriu o cofre para agradar deputados e senadores. O Ministério da Economia anunciou o desbloqueio de R$ 799,66 milhões em emendas parlamentares.

Acordo

Com a liberação de recursos para a turma do Congresso, o Governo cumpre acordo firmado para conseguir a aprovação de projeto (PLN 4/19) que autorizou a abertura de crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões para cobrir despesas correntes.

Segura, agora!

Marinésio Olinto, preso por estuprar mulheres em Brasília virou a noiva da vez no presídio da Papuda. Conta-se nos bastidores que os criminosos deste tipo são recebidos com casório marcado no presídio. Há até vestido de noiva – testemunhas já o viram num cabide – ‘padre’ detento e, para piorar, uma fila de noivos para a… lua de mel.

Segurança

Avança na Câmara o projeto (PL 1003/19) que cria o Prosusp (Programa Nacional de Apoio ao Financiamento da Segurança Pública) para captar recursos privados e financiar projetos de segurança. Depois de passar pela Comissão de Segurança, será votado nos próximos dias na Comissão de Finanças.

IR

Texto permite que pessoas físicas e jurídicas utilizem até 4% do IR (Imposto de Renda) devido para financiar, mediante patrocínio ou doação, ações de segurança pública.