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Locação de roupas vira moda nos Estados Unidos; saiba mais sobre a novidade

A Phillip Lim é uma das marcas luxuosas cujas peças estão disponíveis no serviço de locação Rent The Runway, cada vez mais popular. (Foto: Reprodução/Youtube)

Sabe aquele vestido caro comprado para um evento à noite que é usado apenas uma ou duas vezes? E aquela camiseta da moda adquirida por um bom preço, que acaba acumulando poeira no armário? Estes dias de desperdício acabaram. Pelo menos para mulheres americanas, que estão cada vez investindo em aluguel de roupas como uma forma de renovar o guarda-roupa. Este setor em expansão pode provocar uma grande mudança na indústria de vestuário tradicional.

“Aluguel é a palavra de ordem do momento no varejo”, disse Kayla Marci, analista de mercado na empresa de pesquisa Edited. Há uma década, o aluguel de roupas era voltado para ocasiões especiais. Mas o negócio tem se transformado, e as vendas mundiais já estão estimadas em US$ 1 bilhão, de acordo com um estudo publicado em abril, pela empresa de consultoria em negócios Grand View Research.

A executiva do ramo de cosméticos Jacqueline Jackson teve seu momento de descoberta do potencial do negócio quando percebeu que uma assinatura mensal ilimitada do serviço de locação RTR (Rent The Runway) – líder do setor nos Estados Unidos – custaria menos do que alugar um vestido que ela pretendia usar em um casamento.

“É maravilhoso ter a opção de contar com um guarda-roupa ilimitado, com a possibilidade de usar peças que eu não seria capaz de comprar, já que mutas são caras”, afirmou Jacqueline Jackson, mãe de duas crianças, que disse também não ter muito tempo para compras.

Concorrência só aumenta

Como muitos de seus concorrentes, o serviço de locação Rent The Runway – que tem mais de 11 mil inscritos por mês – oferece peças prontas para vestir com etiquetas famosas, a exemplo das marcas Victoria Beckham, Proenza Schouler e Phillip Lim. Cada uma delas custaria centenas de dólares caso estivesse à venda.

Por US$ 89 por mês, o cliente pode pegar quatro peças de cada vez. Por US$ 159 mensais, a RTR oferece inscrição ilimitada. A start-up Armoire, baseada em Seattle, também já tem milhares de consumidores cadastrados, oferecendo um plano de US$ 149 por mês.

Os consumidores também têm a opção de comprar as roupas a preços reduzidos. “Mas, antes de comprar, é preciso pensar: ‘Quais as chances de eu usar essa peça? Vou vesti-la várias vezes?’ Então, a tendência é comprar itens em cores básicas, sem gastar muito dinheiro com algo que você vai usar apenas uma ou duas estações”, ensinou Jacqueline Jackson.

As diversas plataformas de aluguel de roupas – que agora investem mais no público feminino – processam os dados que recebem das usuárias sobre preferências e medidas. E utilizam a inteligência artificial para sugerir peças que acreditam que as clientes poderão se interessar.

“Nós mostramos à cliente peças que sabemos que ela vai gostar, mas podemos sutilmente tirá-la de sua zona de conforto, apresentando itens que ela normalmente não pegaria, que ela normalmente não vestiria”, contou Lili Morton, responsável por desenvolvimento na Armoire. Outro trunfo para os serviços de locação de roupas é a sustentabilidade e a rejeição crescente ao consumo excessivo – temas cada vez mais valorizados por essa clientela.

Até móveis para locação

Até a Ikea – gigante de móveis sueca – está investindo em um serviço de aluguel de mobiliário, que é oferecido nos Estados Unidos pela start-up Fernish. De acordo com várias pesquisas, no caso das roupas, várias peças são usadas cerca de 15 vezes antes de serem passadas adiante. Para muitas marcas, a locação é uma porta de acesso para novos consumidores. Mas, em geral, isso tem gerado muita concorrência com os meios de vendas tradicionais.

Com o crescimento do setor, dezenas de plataformas como a Haverdash estão lançando também opções de baixo custo. Marcas tradicionais como American Eagle, Ann Taylor e Urban Outfitters estão seguindo o exemplo.

 

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