Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > O jogo de sexta-feira contra o Paysandu pode colocar o Inter no topo da tabela da Série B

Longe dos alvos

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a 13 de agosto do ano passado, anunciou que via indícios de melhora na arrecadação de impostos. Disse ainda que estava refazendo as projeções para demonstrar a possibilidade de crescimento do Produto Interno Bruto. Afirmou também que a alta de impostos seria evitada. Passados 12 meses, nada se confirmou.

FALTA DE PREVISÃO

A Folha de São Paulo e outros jornais publicaram, em agosto de 2007, levantamento mostrando que, de 2003 a 2006, “os aumentos reais dos salários concedidos à elite do funcionalismo público federal foram até 80 por cento. O crescimento, acima da inflação e dos ganhos da iniciativa privada, que obteve no máximo 15 por cento, insere os servidores, base tradicional do PT, entre os setores mais bem sucedidos do mercado.”

VOLTANDO NO TEMPO

Os jornais de 13 de agosto de 1987 noticiaram que, “entre março de 1985 e junho de 1987 foram criados 99 mil e 752 novos empregos na administração pública, nas áreas federal, estadual e municipal.”

O crescimento atendeu a exigências na prestação de serviços públicos. Surpreendente é que tenha faltado planejamento para garantir a estabilidade das contas e o pagamento dos salários futuros. Sequer a criação de fundos para as aposentadorias entrou na pauta dos governantes. Os funcionários deveriam ter feito intervenções para evitar o engessamento do qual são vítimas hoje.

BOA MEMÓRIA

Da cidade de São Paulo, a coluna recebeu e-mail do jornalista Henrique Veltman:

“Esta semana, você referiu episódio envolvendo o ministro Eugênio Gudin. Lembro que, em 1958, eu passava diante da sede do Lóide Brasileiro, no Rio de Janeiro, com sua extraordinária porta entalhada por um artista cujo nome eu desconhecia. Naquele momento, cruzei com o professor Eugenio Gudin, que examinava com atenção a obra de arte. Cumprimentei-o, afinal já tinha entrevistado o mestre em algumas ocasiões. Gudin me segurou pelo braço e descreveu-me os vários lances daquela extraordinária porta.
Anos mais tarde, em O Globo, passei a ter mais contato com Gudin. Ele era articulista do jornal e mandava seus textos em tiras de papel pauta, escritos à mão. Como eu estava incumbido de modernizar o jornal, pedi ao professor que, a partir de alguns dias, passasse a enviar o seu texto datilografado. Gudin recusou: “Diga ao Roberto que continuo enviando o artigo manuscrito e no papel pauta”.
Insisti, informei que por decisão da direção só seriam aceitos e publicados os artigos datilografados. Gudin replicou: “Quero ver se vocês têm coragem de não publicar meus textos”. Deixei de publicar Gudin, com a devida concordância do Dr. Roberto.
Depois de duas semanas, ganhamos a parada e começamos a receber os artigos devidamente datilografados.
Certa vez, Gudin me disse que não valia a pena a industrialização do Brasil na fórmula do presidente Juscelino Kubitschek. Justificou: “A vocação do país é a agricultura e a tecnologia a ela aplicada. O resto a gente importa. É melhor e mais barato”.

Veltman foi chefe de Redação dos jornais O Globo e Última Hora no Rio de Janeiro.

HÁ 85 ANOS

A 13 de agosto de 1932, Borges de Medeiros e Batista Luzardo deixaram Porto Alegre, secretamente, atravessando o rio Guaíba num bote. Os dois vinham sendo vigiados pela Polícia do governador Flores da Cunha, em razão de fortes divergências políticas. Seguiram a Soledade para organizar no Estado a revolução constitucionalista, iniciada em São Paulo. Borges, com 69 anos, acabou preso no primeiro combate, em Piratini.

OLHO NOS VOTOS

Em breve, será aberta a temporada de inaugurações das Estradas da Reeleição.

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