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Lula pediu permissão à Justiça Eleitoral para gravar vídeos como apoiador da campanha presidencial de Fernando Haddad

Defesa alega que, mesmo preso, o ex-presidente mantém seus direitos políticos. (Foto: Reprodução)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou pedido para que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o autorize a gravar áudios e vídeos como apoiador da chapa composta do presidenciável Fernando Haddad (PT) a serem veiculados em propagandas eleitorais.

A solicitação dos advogados do líder petista preso desde abril reivindica o reconhecimento do direito da coligação de receber o apoio do ex-presidente e de veicular mensagens dele em sua propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Lula foi substituído por Haddad na última terça-feira como cabeça-de-chapa da coligação (tendo como vice a deputada estadual Manuela D’Ávila, do PCdoB), após a candidatura do ex-presidente ter sido barrada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa.

O petista liderava todas as pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto, mesmo preso desde abril por condenação em segundo grau no processo do triplex do Guarujá (SP) – o que o tornou ficha suja.

No pedido ao TSE, a defesa destaca que Lula mantém seus direitos políticos, uma vez que ainda não foram encerrados os recursos no processo a que foi condenado, o chamado trânsito em julgado.

“Não se pode aceitar que figura de tamanho aporte político seja completamente alijada do processo eleitoral sendo que os seus direitos a liberdade de expressão e comunicação não estão afetados pelo julgamento proferido por este TSE, uma vez que a Lei da Ficha Limpa nada regula sobre estas questões”, disseram os advogados na petição.

Os advogados pedem a concessão de uma liminar alegando que a demora do TSE poderia causar prejuízos neste momento da campanha.

Inversão de papeis

Ex-prefeito de São Paulo (2013-2016), Fernando Haddad está subindo nas pesquisas de intenções de voto, mas ainda não se sabe exatamente o impacto que a indicação de seu nome por Lula terá em sua jornada como cabeça-de-chapa do PT na corrida ao Palácio do Planalto.

Essa não é a primeira vez em que Lula, fora do páreo, atua como cabo eleitoral. Na verdade, nem mesmo se trata da primeira vez em que Haddad participa desse processo. Foi com um empurrão do ex-presidente que ele chegou à prefeitura da maior cidade brasileira, em 2012.

Mas o apoio de Lula não é garantia de vitória nas urnas, como a candidatura de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo atestou em 2014. Preso desde o dia 7 de abril na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), o ex-presidente já não tem a mesma popularidade de antes, segundo dados do instituto Datafolha.

Ainda assim, as pesquisas recentes indicam que ele pode exercer influência significativa sobre a campanha deste ano. A dúvida é se Haddad vai conseguir se beneficiar dela.

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