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A maioria da população brasileira prefere candidato de família pobre e que acredite em Deus

Dados fazem parte de pesquisa Ibope contratada pela CNI. (Foto Elza Fiuza/Agência Brasil)

A maioria da população brasileira prefere um candidato a presidente que venha de família pobre, que acredite em Deus e que tenha experiência prévia como prefeito ou governador. Os dados fazem parte de pesquisa Ibope contratada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

De acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados preferem candidatos de família pobre. Outros 38% disseram discordar em parte ou totalmente dessa posição. Já 8% disseram que a origem do presidenciável é indiferente.

Já 79% disseram concordar que é importante que o candidato acredite em Deus. Apesar disso, apenas 29% dos entrevistados acham muito importante que o candidato seja da mesma religião que eles.

Questionados sobre a importância de um candidato já ter sido prefeito ou governador, 72% disseram concordar totalmente ou em parte com a afirmação.

O levantamento, intitulado “Retratos da Sociedade Brasileira – Perspectivas para as eleições de 2018”, foi realizado entre 7 e 10 de dezembro do ano passado, em 127 municípios, e ouviu 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Pessimismo

Um porcentual de 44% dos brasileiros está pessimista com as eleições presidenciais deste ano. O dado mostra que a corrupção (30%), a falta de confiança nos governantes e candidatos (19%) e a falta de confiança nos pré-candidatos (16%) estão entre os principais motivos de incredulidade dos brasileiros.

Outros 20% se disseram otimistas com as eleições deste ano, segundo o levantamento. Para esses, o motivo mais citado espontaneamente é a expectativa por mudança e renovação (32%), a esperança no voto e na participação popular (19%), o sentimento de que se espera melhorias de forma geral (11%) e melhorias econômicas (9%). A pesquisa ainda registrou que 23% dos entrevistados não expuseram pessimismo ou otimismo e 13% não quiseram opinar.

O controle do gasto público apareceu com destaque na pesquisa. Para 92% dos entrevistados, a defesa do controle dos gastos públicos é considerada muito importante ou importante e deve estar na pauta dos candidatos ao Palácio do Planalto.

O levantamento revela ainda que 78% consideram muito importante defender a transparência administrativa e 72% avaliam muito importante a defesa das políticas sociais. Por região, os eleitores do Sudeste (88%) são os que mais avaliam como muito importante que o presidenciável defenda o controle dos gastos públicos, contra 84% do Nordeste; 82% do Sul e 77% nas regiões Norte/Centro-Oeste.

As incertezas dos entrevistados apareceram também nos questionamentos sobre partidos. Um total de 48% dos entrevistados disseram que não têm preferência por nenhuma legenda. Entre as siglas preferidas, o PT apareceu isolado na dianteira, com 19% das respostas, seguido de MDB (7%) e PSDB (6%). PSOL, DEM, PCdoB, PDT, PR, PPS, PSB e PSC apareceram com 1% cada.

Para 44% dos entrevistados, o foco do futuro presidente deve ser em mudanças sociais, com melhoria da saúde, educação, segurança e a redução da desigualdade social. A moralização administrativa, com o combate à corrupção e a punição de corruptos foi o foco escolhido para 32% das pessoas. Outras 21% disseram esperar que o novo presidente estabilize a economia e reduza o custo de vida e o desemprego.

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