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Mais de 500 militares venezuelanos já desertaram e pediram refúgio à Colômbia

Soldados colombianos escoltam um membro da Guarda nacional Bolivariana que desertou, em Cúcuta. (Foto: Reprodução)

Mais de 500 militares e policiais venezuelanos desertaram nos últimos dias e pediram refúgio na Colômbia. Entre o último dia 23 – data marcada pela oposição para a entrada de ajuda internacional na Venezuela – e o dia 27, 567 integrantes das forças de segurança venezuelanas atravessaram a fronteira, informou Migração Colômbia na quinta-feira (28). As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias Reuters.

O diretor geral da agência migratória colombiana, Christian Krüger, explicou que parte dos militares chegam ao país uniformizados e armados, enquanto outros atravessam a fronteira por vias alternativas em trajes civis e acompanhados por suas famílias.

A maior parte buscou a zona oriental, que compreende o departamento de Norte de Santander, para ingressar na Colômbia: foram 415 militares. Outros pontos de travessia registrados foram Orinoquía (46), Guajira (30); Caribe (23), Andina (30), Antioquia (14), Occidente (6) e Nariño (3).

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, no entanto, disse que apenas 109 militares desertaram. Ele se referiu a eles como “expulsos e degradados por instruções do presidente da República”. O contingente total das Forças Armadas, da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) é de cerca de 362 mil.

A entrada de ajuda internacional na Venezuela, marcada para sábado passado, tinha como objetivo forçar os militares a tomarem uma posição e abrirem as fronteiras com o Brasil e a Colômbia para permitir o ingresso de remédios e alimentos, mas com isso não aconteceu.

Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino com apoio do Parlamento no fim de janeiro, havia oferecido anistia aos membros das Forças Armadas que rompessem com o governo de Nicolás Maduro. As primeiras deserções ocorreram no último sábado e vêm continuando em ritmo lento, embora num número muito inferior ao total das forças venezuelanas.

Líder opositor

O líder opositor venezuelano Juan Guaidó, que visitou o Paraguai nesta sexta-feira (1°) para angariar apoio para uma mudança de governo em seu país, disse que 600 militares já abandonaram o governo de Nicolás Maduro nos últimos dias.

Guaidó, chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, invocou cláusulas da Constituição para se autoproclamar presidente interino, argumentando que a reeleição de Maduro no ano passado foi fraudulenta.

Desde então, Guaidó foi reconhecido pela maioria das nações ocidentais como o líder legítimo da Venezuela.

“Nas próximas horas anunciaremos novas marchas de protesto”, disse Guaidó em uma coletiva de imprensa depois de se reunir com o presidente paraguaio, Mario Abdo, que recebeu o oposicionista como um chefe de Estado.

“Falamos claramente às Forças Armadas da Venezuela. Eles viram mais de 600 oficiais nos últimos dias mudarem de lado com a Constituição”, acrescentou. “Existe um processo muito claro de transição para a democracia.”

Sua equipe de imprensa disse que ele deve ir à Argentina ainda na sexta-feira para se encontrar com o presidente Mauricio Macri, um forte crítico de Maduro. O Ministério das Relações Exteriores da Argentina confirmou que os dois se reunirão em Buenos Aires e concederão uma coletiva de imprensa.

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