Manifestantes jogam ovos contra noivos e convidados em casamento de deputada paranaense

Deputada estadual Maria Victoria Borghetti é filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros. (Foto: Reprodução)

O casamento da deputada estadual Maria Victoria Borghetti Barros (PP-PR) com o advogado Diego da Silva Campos foi marcado por confrontos entre policiais militares e manifestantes – alguns dos convidados também chegaram a ser agredidos. O enlace aconteceu no Centro de Curitiba, no Paraná, no final da tarde de sexta-feira, onde um protesto foi marcado justamente por causa dos políticos que participaram da cerimônia.

A deputada, que é filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), e da vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), foi impedida de caminhar poucos metros da Igreja do Rosário, no largo da Ordem, até o Palácio Garibaldi, onde houve recepção aos convidados após a cerimônia religiosa.

A manifestação foi organizada pelas redes sociais e teve a participação de sindicalistas. No começo da cerimônia religiosa, os manifestantes gritavam palavras de ordem, contra os políticos presentes. O ato era pacífico. Até que os manifestantes jogaram ovos contra a noiva e os participantes do casamento, que precisaram ser escoltados até o local da festa.

Policiais militares usaram cassetetes, balas de borracha e bombas de gás contra os manifestantes, que, por sua vez, jogaram pedras e xingaram os policiais.

O ministro Ricardo Barros disse que ‘protestos são normais’.

Já Maria Victoria se manifestou através de nota e afirmou que tudo transcorreu “dentro da normalidade” durante o casamento, salientado que houve problemas apenas na saída da igreja. “Lamentamos as agressões físicas e verbais a alguns convidados, porém é o preço da democracia”, afirmou a deputada.

Recepção em prédio tombado

O local da festa, inclusive foi alvo de uma polêmica na semana passada. Para a recepção dos convidados, a organização mandou construir uma estrutura metálica em frente ao Palácio Garibaldi, que é tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná.

A montagem, porém, não tinha autorização dos órgãos que acompanham a situação de prédios tombados. Após uma vistoria, a Secretaria de Cultura do Paraná decidiu liberar a festa, mas disse que deve multar a Associação Giuseppe Garilbaldi, dona do prédio tombado, pois a lei que rege a proteção desses edifícios proíbe qualquer mudança nas fachadas sem autorização prévia.

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