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Mark Zuckerberg tinha “ciúmes” do Instagram

(Foto: Reprodução)

Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, e outros executivos da empresa tinham “ciúmes” em relação a ascenção do Instagram, empresa adquirida pela rede social em 2012 por US$ 1 bilhão. A relação conturbada entre as duas empresas faz parte de um longo relato da revista Wired sobre os bastidores dos últimos 15 meses do Facebook, periodo que abrange desde o escândalo de Cambridge Analytica até o app espião que gerou uma punição da Apple.

A reportagem, que ouviu mais de 65 pessoas, entre funcionários e ex-funcionários, diz que parte dos executivos do Facebook acreditava que o crescimento do app de fotos estava canibalizando o tráfego da rede social. Após uma reunião na qual Chris Cox, então diretor de produtos da companhia, apresenta o crescimento do Instagram, parte dos funcionários ficou com a impressão de que o executivo estava apresentando um problema, e não a evolução de um serviço que pertence ao Facebook.

Em uma nota para a imprensa em julho de 2018 sobre o crescimento do Instagram, o Facebook disse: “Acreditamos que o Instagram foi capaz de usar a infraestrutura do Facebook para crescer duas vezes mais rápido do que o faria sozinho”.

Na mesma época, Zuckerberg pediu ao seu diretor de crescimento, Javier Olivan, uma lista com todas as maneiras com as quais o Facebook gerava tráfego para o Instagram. Isso incluia: links para o Instagram em republicações no Facebook de fotos originalmente postadas no app de fotos; propagandas sobre o Instagram no Facebook, permissão para novos usuários do Instagram acessarem a lista de contatos no Facebook para obter recomendações de contatos.

Zuckerberg, então, avisou os fundadores do Instagram, Kevin Systrom e Mike Krieger, que iria remover esse apoio. A reportagem diz que a decisão confundiu funcionários da empresa, que acreditavam que o crescimento do Instagram era bom para todos.

A Wired também cita situações que mostram o incomodo de Zuckerberg com o Instagram. Em 2014, Zuckerberg baixou uma ordem que obrigava qualquer funcionário da empresa que quisesse conceder entrevistas a pedir autorização ao próprio Zuckerberg e a Sheryl Sandberg, diretora de operações da empresa. O motivo eram as seguidas aparições de Kevin Systrom na imprensa.

Birra. A reportagem também fala que Systrom e Krieger resistiam a propostas feitas pelo Facebook de mudanças na interface do Instagram. Uma delas se referia à inclusão de menus do tipo “hamburguer” – botão que fica no topo da tela que quando apertado abre uma série de opções.

Após a saída dos dois executivos, os menus do tipo foram incluídos no app de fotos. A revista incluiu uma frase atribuída ao engenheiro que implementou a mudança: “Parecia algo muito pessoal”. O Facebook não respondeu sobre a reportagem até a conlusão deste texto.