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Médica Mastologista, Carolina do Amaral, fala sore reconstrução mamária na atualidade

Médica Mastologista, Carolina do Amaral, fala sore reconstrução mamária na atualidade. (Fotos: divulgação)

Segundo a médica Mastologista, Carolina do Amaral, de Santa Maria/RS, no dia 13 de março de 2018, foi aprovado o projeto de lei que obriga hospitais públicos a informarem às pacientes em tratamento contra o câncer de mama, que a cirurgia reconstrutora da mama afetada será gratuita. É uma ótima notícia para as pacientes, uma vez que muitas não solicitam esse procedimento por falta de informação. A Lei federal nº 12.802, desde 2013 garante às mulheres mastectomizadas o direito de ter suas mamas reconstruídas no mesmo ato cirúrgico (ou em um segundo tempo, o que pode ser variável, dependendo de cada paciente). Os planos de saúde, também cobrem esse tipo de procedimento.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) com base em dados do DataSUS fez um levantamento e apontou que apenas 20% das 92,5mil mulheres submetidas à mastectomia entre os anos de 2008 e 2015 passaram pelo procedimento de reconstrução mamária. “A maioria, não pode ser beneficiada pela lei, pois nem todos os serviços que oferecem o tratamento oncológico, dispõe de profissionais habilitados a realizar a reconstrução mamária”.

A médica destaca que “várias técnicas cirúrgicas são utilizadas para restaurar a mama, considerando-se a forma, a aparência e o tamanho após a mastectomia. Os aspectos clínicos de cada pacientes também serão avaliados.; assim como a revisão das contraindicações para realização da cirurgia. Diabetes, alergias a materiais e medicamentos, cirurgias prévias, tabagismo, uso de álcool e drogas precisam ser informados ao cirurgião para que as complicações inerentes ao procedimentos sejam amenizadas”.

Quanto às cicatrizes, sempre serão visíveis, mas apesar disso, ela salienta que “a reconstrução da mama é um procedimento física e emocionalmente gratificante para uma mulher que perdeu a mama devido ao câncer. Uma nova mama pode melhorar radicalmente sua autoconfiança e qualidade de vida. Impactando diretamente no bom convívio social, e retorno precoce às atividades laborais quando as pacientes são submetidas à reconstrução mamária imediata. Além disso, procedimentos na mama oposta – não afetada pela doença -, como mamoplastia redutora, mastopexia (levantamento da mama) ou mamoplastia de aumento podem ser recomendados para melhorar a simetria entre as mamas. O prognóstico oncológico não sofre interferência da reconstrução, mantendo-se a indicação da quimioterapia ou radioterapia, sempre que necessário”.

Ela sugere que as pacientes conversem com seu médico sobre as opções possíveis para o seu caso. A prevenção ao Câncer de Mama é uma das ações da campanha institucional “Saúde preventiva: Pratique esta ideia!”, desenvolvida pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS).

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