Mercado financeiro estima inflação menor em 2017 e 2018 e prevê juros mais baixos

No acumulado até agosto, o indicador ficou em 1,79%. (Foto: Reprodução)

Os economistas do mercado financeiro reduziram novamente as suas estimativas de inflação para 2017 e 2018 e também baixaram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros). As expectativas foram coletadas pelo BC (Banco Central) e divulgadas nesta segunda-feira (17) por meio do Boletim Focus.

Para o comportamento do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – que mede a inflação oficial do País – em 2017 , o mercado baixou a sua previsão de 3,38% para 3,29%. Essa foi a sétima queda seguida do indicador.

Com isso, manteve-se a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central para o período, que é de 4,5%. A meta é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a Selic.

A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. Na época, o País ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa. Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN. Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima.

Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,24% para 4,20% na sexta redução consecutiva. O índice segue abaixo da meta central, que também é de 4,5%, e do teto de 6% fixado para o período.

PIB, taxa de juros e câmbio

Para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2017, o mercado financeiro manteve a sua estimativa de crescimento em 0,34%. Em 2016, o PIB brasileiro caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão da história do País, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa de expansão da economia em 2%.

O mercado financeiro baixou a sua previsão para a taxa básica de juros da economia de 8,25% para 8% ao ano no fechamento de 2017. Ou seja, os analistas passaram a estimar uma redução mais forte dos juros neste ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano.

Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa a Selic permaneceu 8% ao ano. Com isso, estimaram que os juros ficarão estáveis no ano que vem. A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. A autoridade monetária tem de calibrar os juros para atingir índices pré-determinados pelo sistema de metas de inflação brasileiro.

Na edição desta semana do Boletim Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 caiu de R$ 3,35 para R$ 3,30. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana permaneceu em R$ 3,45. (AG)

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