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Esporte Michel Platini, uma das lendas do futebol mundial, completa 60 anos

Francês Platini (D) em ação contra a Hungria na Copa de 1986. (Foto: Georges Gobet/AFP)

Por André Malinoski

Michel Platini, uma das lendas da história do futebol, completa 60 anos neste domingo (21). O atual presidente da Uefa (entidade máxima do futebol europeu) vive instantes de definição quanto ao próprio futuro. O ex-camisa 10 ainda não decidiu se deverá ou não apresentar candidatura para a presidência da Fifa a fim de ocupar a vaga de Joseph Blatter, que renunciou e segue no cargo de forma provisória.

O dia 21 de junho parece dar sorte a Platini, que disputou três Copas do Mundo pela França (1978, 1982 e 1986). Nesse dia, no Mundial do México há 29 anos, o maestro dos franceses marcou o gol de empate diante do Brasil nas quartas de final. A partida terminou empatada por 1 a 1 (o gol brasileiro foi de Careca). Nos pênaltis, os Bleus eliminaram a equipe canarinho por 4 a 3. Platini, é verdade, chutou para fora sua cobrança.

“Certas verdades devem ser ditas: eles [os brasileiros] jogaram melhor que nós”, afirmou depois daquele clássico das Copas. Outros mitos, não custa lembrar, também erraram pênaltis naquela partida, casos de Zico (durante o jogo) e Sócrates, nos tiros livres.

Platini não conquistou uma Copa do Mundo, mas foi campeão mundial pela Juventus da Itália em 1985. Foi o melhor da final em Tóquio. Também foi o principal destaque do triunfo da França na conquista da Eurocopa de 1984. O então meio-campista, eleito o craque do torneio, marcou nove gols em cinco jogos – recorde ainda não superado.

“Eu não nasci Platini, me tornei Platini”, chegou a afirmar nos anos 80.

O jogador enfrentou muitas dificuldades no início da carreira. Foi fazer teste no Metz. Acabou reprovado por causa do “corpo franzino e capacidade respiratória insuficiente”. Iniciou sua brilhante trajetória no Nancy, passou pelo Saint-Étienne e acabou na Juventus, da Itália, adquirido por 11 milhões de dólares.

Agraciado com a Legião de Honra da França em 1985, Platini foi eleito o melhor jogador da Europa por três temporadas consecutivas (1983, 1984 e 1985). Na época, a Fifa não promovia a escolha. A Revista France Football era responsável pela votação.

Não há necessidade de lembrar todas as conquistas coletivas ou individuais, como o título da Liga dos Campeões de 1985, com gol dele na decisão diante do Liverpool na tragédia de Heysel, onde 39 torcedores da Juventus foram mortos durante tumulto com os hooligans no estádio.

Antes de presidir a Uefa, treinou a seleção de seu país e foi vice-presidente da Federação Francesa de Futebol. Teve jornada destacada como dirigente na organização da Copa de 1998, vencida,  enfim pela França.

Mas é como artista da bola que é lembrado. Platini colecionou partidas de encher os olhos, marcou inúmeros gols de falta e protagonizou lançamentos de gênio. Foi um craque clássico.

“Joyeux anniversaire”, Platini!

Atualmente, ex-craque atua como presidente da Uefa. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

Atualmente, ex-craque atua como presidente da Uefa. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

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