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“Michel Temer é do PT”, afirmou o presidenciável Geraldo Alckmin

"O Temer, eu não votei nele. O Temer é do PT. Ele era vice do PT. Quem escolheu o Temer foi o PT, não fomos nós. Eles quem escolheram o Temer como vice", disse o tucano. (Foto: EBC)

O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, associou o presidente Michel Temer ao PT durante agenda de campanha nesta sexta-feira (14) a Natal (RN).

“O Temer, eu não votei nele. O Temer é do PT. Ele era vice do PT. Quem escolheu o Temer foi o PT, não fomos nós. Eles quem escolheram o Temer como vice”, disse o tucano, defendendo a legalidade do processo de impeachment sofrido pela ex-presidenta Dilma Rousseff.

“É óbvio que se tinham crimes cometidos. Não foi a primeira vez que se teve impeachment. No sistema presidencialista, quando se tem problemas, troca. Qual é a maneira de trocar? É o Congresso Nacional com o acompanhamento do Supremo Tribunal Federal. O que nós precisamos é não errar mais.”

A declaração destoa do comportamento do PSDB, que integrou a base aliada de Temer a partir do impeachment, em agosto de 2016.Levantamento feito pela Folha mostrou que os tucanos votaram no Congresso quase sempre juntos e a favor de projetos apoiados pelo governo Temer.

Lula

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, se preocupou em se desvincular do governo de Michel Temer (MDB), em entrevista ao jornal O Globo, na manhã de quinta-feira (13). Ele disse ter sido contra o partido ingressar no governo, a que se referiu como “um grande problema porque não tem voto”. “O PSDB não tem nada a ver com esse governo, totalmente distanciado do povo. Partido moderno dialoga com o povo, presta conta”, afirmou, acrescentando que o “PT que escolheu o Temer”.

Alckmin disse ainda que há “vários tons do PT” entre os seus adversários, numa referência à expressão utilizada por Guilherme Boulos (PSOL), que costuma dizer nos debates que “há vários tons de Temer” entre os candidatos. “Você tem vários tons do PT e dos adoradores de Lula, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Boulos e até Henrique Meirelles (MDB) como presidente do Banco Central, no governo PT”, disse o ex-governador de São Paulo. O candidato afirmou também que “a prioridade do PT não é o partido, é o Lula”.

O candidato disse também que as eleições 2018 são “atípicas” e que “ninguém está garantido no segundo turno”. “Não sou melhor do que ninguém, as propostas não são iguais. Mas também eu tenho um diferencial, nós fizemos”, afirmou.

Ao ser questionado se não achava que nem Jair Bolsonaro (PSL) já estaria garantido no segundo turno, ele disse ser contra candidatos populistas, seja de esquerda ou direita. “Isso de aventureiros tem consequências lá na frente. Não leva a lugar nenhum”, afirmou.

Alckmin ainda reiterou que muita gente que está votando no candidato do PSL não sabe que está elegendo o PT. “Muita gente está votando no Bolsonaro e dando passaporte para a volta do PT, e o que eu puder fazer para evitar isso vou fazer. Acho que vai ter voto útil, à medida que vai avançando a campanha”, disse.

Questionado sobre ativismo político de militares, tendo como exemplos a prisão de um comandante do Exército após criticar a reforma previdenciária no Uruguai e a declaração do general Eduardo Villas Bôas ao Estadão de que a “legitimidade de novo governo pode até ser questionada”, Alckmin defendeu o comandante do Exército brasileiro.

“O Villas Bôas é um democrata”, afirmou o presidenciável tucano em sabatina de O Globo, na quinta-feira. No debate “Estadão/Gazeta/Jovem Pan/Twitter”, no domingo (9), no entanto, Alckmin rebateu a fala de Villas Bôas. “Quem for eleito vai ter grande legitimidade”, disse o tucano.

 

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