Últimas Notícias > Notícias > Brasil > A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, aprovou remédio genérico para o tratamento do câncer de próstata

Michel Temer se reuniu com o ministro do Supremo Gilmar Mendes, no Palácio do Jaburu, fora da agenda oficial

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto explicou apenas "não ter informações" sobre a agenda. (Foto: STF)
 O presidente Michel Temer recebeu o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no fim da tarde de domingo, no Palácio do Jaburu. Segundo a assessoria de imprensa do magistrado, o encontro serviu para tratar da “reforma política e de reformas institucionais”.

O encontro não constava da agenda oficial do presidente. A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto explicou apenas “não ter informações” sobre a agenda. Mais cedo, Temer recebeu os ministros da Secretaria-Geral, Wellington Moreira Franco, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, e discutiu com eles as chances de aprovação da reforma da Previdência. “São boas”, disse Moreira Franco.

“Há empenho em se tocar a reforma da Previdência”, afirmou o ministro, acrescentando que ela é fundamental para dar tranquilidade ao processo de recuperação da economia. “O esforço tem sido e vai ser grande para que possamos votar o mais rápido possível.”

Outro tema da reunião foram medidas no campo tributário para melhorar o ambiente de negócios. “Não é reforma”, afirmou Moreira Franco. “São medidas pontuais, com o objetivo de simplificar e agilizar.” Segundo o ministro, já há várias propostas nesse campo em tramitação no Congresso e o governo pretende enviar outras ainda este ano, mas ele não disse quais.

Inevitável

Em meio às pressões de partidos da base aliada – que ameaçam não votar a reforma da Previdência caso não haja mudanças no primeiro escalão do governo -, o presidente Michel Temer afirmou, na semana passada, que uma reforma ministerial é “inevitável”. Temer desconversou quando perguntado sobre o momento para fazer as trocas, em especial nas pastas comandadas pelo PSDB, que ameaça desembarcar do governo em dezembro.

O presidente admitiu, ainda, que há muita insatisfação de aliados, descontentes com o tamanho do PSDB no governo e com a baixa lealdade da legenda. “Eu reconheço que há pleitos (pela saída do PSDB). E sobre mais, como muitos ministros vão deixar os seus cargos, é claro que a reforma será inevitável”,  disse Temer, afirmando que saberá o momento de dar início à reforma ministerial.  “Eu saberei o tempo certo, o momento certo para fazer a reforma (ministerial). Toda vez que você governa, essas reformas estão sempre em cogitação. Eu saberei o momento certo de fazê-la”,  disse o presidente

 Inicialmente, o governo previa uma reforma ministerial apenas em março, perto da data limite para os ministros que concorrerão a cargos nas eleições do ano que vem saiam dos cargos. Apesar disso, com o aumento da pressão da base, e com o racha no ninho tucano, Temer cogita antecipar a troca nos ministérios ocupados por tucanos se perceber que o partido sairá mesmo do governo, para não ficar a reboque do partido.

Outro componente que pode influenciar a decisão de Michel Temer foi a decisão desta quinta do senador Aécio Neves, presidente licenciado do PSDB, que destituiu o presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (CE), do comando da legenda. Aécio alegou que a decisão foi tomada para que Tasso fique nas mesmas condições que o outro candidato do partido, o governador de Goiás, Marconi Perillo. O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, um dos vice-presidentes do PSDB, irá assumir o comando do partido interinamente.

Deixe seu comentário: