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Milhares protestam em Barcelona contra a prisão de separatistas da Catalunha

Separatistas catalães protestaram pedindo a libertação de presos políticos. (Foto: Reprodução)

Milhares de separatistas catalães marcharam neste domingo no Centro de Barcelona, na Espanha. Eles exigiam a libertação de seus líderes políticos que estão na cadeia.

“Liberdade para os prisioneiros políticos”, gritavam milhares de manifestantes em passeata pela Avenida del Paralelo, em apoio aos separatistas em prisão preventiva por seu papel na tentativa fracassada de independência do ano passado. Os nove separatistas detidos são acusados de rebelião, crime punível com até 30 anos de prisão. Alguns também foram indiciados por mau uso de fundos públicos por organizarem o referendo ilegal sobre a independência da região, em 1º de outubro.

A convocação da mobilização foi chamada por uma plataforma criada em março para “defender as instituições catalãs” e “os direitos e liberdades fundamentais”, organizadas por dois grupos favoráveis à independência da região do restante da Espanha, a Assembleia Nacional Catalã e o Omnium. Os líderes desses grupos estão detidos à espera de julgamento por sua participação na tentativa de declarar a independência catalã.

Os dois principais sindicatos da Espanha se declararam a favor do protesto, apesar de que alguns de seus integrantes não desejam a secessão.

Região dividida

Em uma região muito dividida sobre a questão da independência, a mobilização deste domingo ocorre dez dias após ter sido libertado o ex-presidente independentista catalão Carles Puigdemont na Alemanha, onde um tribunal considerou que as acusações de “rebelião” não estão suportadas.

No entanto, magistrados espanhóis enviaram na quinta-feira aos seus colegas alemães elementos para provar a existência de “violência justificando a rebelião” de acordo com Madrid, na esperança de obter a extradição de Puigdemont para Espanha.

A região está sob a tutela do governo central e sem executivo regional desde 27 de outubro, quando o gabinete do então presidente Carles Puigdemont foi afastado após a declaração unilateral de independência feita no Parlamento catalão.

O movimento pela independência da Catalunha provocou a pior crise institucional em décadas na Espanha. Os partidos favoráveis à independência mantiveram uma maioria apertada no Parlamento regional, após as eleições de dezembro.

 

 

 

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