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O Ministério da Educação estuda estipular critérios ideológicos para a concessão de bolsas no exterior

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez. (Foto: Divulgação)

A coluna de Ascânio Seleme, do jornal O Globo, deste domingo (6) informa que o Ministério da Educação, comandado pelo colombiano Ricardo Vélez-Rodriguez, estuda estipular critérios ideológicos para avaliação de concessões de bolsas de estudos para pós-graduação e doutorado no exterior.

Segundo a nota, os candidatos devem ser alinhados com os critérios do novo governo. Vélez-Rodriguez foi indicado para o cargo pelo guru intelectual do clã Bolsonaro, o ex-astrólogo e “filósofo autodidata” Olavo de Carvalho.

O governo Jair Bolsonaro (PSL) estuda ainda interromper algumas bolsas já concedidas, de alunos em plena atividade, usando o critério ideológico. Só não sabem ainda como cancelar esses contratos, segundo a nota.

Aparelhamento ideológico

Em seu discurso de posse, Veléz-Rodriguez disse que “é preciso combater o que se denominou de ideologia de gênero, com a destruição de valores culturais, da família, da igreja, da própria educação e da vida social”.

“Pautas nocivas não serão mais aceitas e vamos combater o marxismo cultural em instituições de educação básica e superior. O MEC (Ministério da Educação) não será um bazar de enriquecimento”, afirmou.

Indicado por Olavo de Carvalho para o cargo, o ministro aparelhou metade das secretarias do Ministério da Educação com ex-alunos de seus programas de filosofia na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

Já o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), será dirigido por Murilo Resende, de 36 anos, que se apresenta como “aluno de Filosofia de Olavo de Carvalho desde 2009”.

Para a secretaria de Alfabetização, um outro discípulo de Olavo de Carvalho foi escalado. Carlos Nadalim é coordenador pedagógico na escola Mundo do Balão Mágico, em Londrina, e responsável por ensinar 1.630 pais pela internet a alfabetizarem seus filhos.

Inconstitucional

O professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Pedro Serrano, afirmou que o plano do governo Jair Bolsonaro de, por meio do Ministério da Educação, criar critérios ideológicos para conceder bolsas de estudos para pós-graduação e doutorado no exterior é inconstitucional.

“Controle ideológico de concessão de bolsas pelo Estado, absurdamente inconstitucional. E agora não vejo ninguém da direita gritando contra o aparelhamento ideológico do Estado”, afirmou o jurista.

Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares

Com a posse do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Ricardo Vélez Rodríguez foram feitas, esta semana, mudanças na estrutura do MEC (Ministério da Educação). A pasta passa a contar agora com a Secretaria de Alfabetização, a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, além de uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.

As novas secretarias e subsecretaria são voltadas principalmente para a educação básica, etapa que compreende desde as creches ao ensino médio e que, segundo Vélez Rodríguez, será prioridade do governo. Para implementar as mudanças nas escolas, o MEC precisará do apoio de Estados e municípios, que detêm a maior parte das matrículas.

Baseado no alto desempenho de colégios militares em avaliações nacionais, o governo quer expandir o modelo. Segundo o decreto que detalha as atribuições do MEC, haverá uma subsecretaria para desenhar uma modelagem de gestão escolar que envolve militares e civis e garantir a aplicação desse modelo nos Estados e municípios.

 

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