Sábado, 14 de Dezembro de 2019

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Brasil Ministério da Justiça investiga anúncio falso com tentativa de golpe usando imagem de Sergio Moro

Ministro da Justiça Sérgio Moro. (Foto: Isaac Amorim/AG. MJ)

O Ministério da Justiça está investigando o que pode ser uma tentativa de golpe com a imagem de Sergio Moro, titular da pasta: a divulgação de uma palestra que seria dada por ele em Natal (RN). No anúncio há até preço de ingresso: R$ 400, que podem ser pagos com cartão de débito e crédito.

Moro foi chamado para estrelar o evento, mas apenas um dia depois de o anúncio ter começado a circular nas redes ele declinou do convite.

Na suposta palestra ele falaria sobre “combate à corrupção sistêmica”.

Pacote anticrime

Com o pacote anticrime sem data para ser votado na Câmara, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, usa redes sociais para replicar imagens de apoio ao seu projeto. Na manhã da última sexta (15), Moro exibiu uma pesquisa, segundo a qual, dentro da margem de erro, seu projeto é prioridade para população.

A proposta está desmembrada e tramita na Câmara e Senado desde março. No Senado, parte das medidas pode ir à votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana, mas caso seja aprovada, ainda precisará de aval do plenário.

Na Câmara, onde está mais avançado, há um texto pronto, diferente da proposta original. Deputados que trabalharam a proposta e a bancada da bala querem que o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) dê urgência à pauta. Mas ainda não há consenso na Casa e data para votação.

O ministro tem pouca articulação na Câmara, segundo relato dos deputados que se debruçaram sobre seu projeto. Mas atua nas redes sociais para tentar emplacar a pauta. Por exemplo, desde a última semana, Moro fez 17 postagens no seu Twitter, oito para defender o pacote. Entre as postagens são replicadas imagens de outdoor financiados por grupos de direita e apoiadores do pacote.

Investigação sobre hackear

Na última semana, o programador Thiago Martins denunciou ter encontrado objeto dentro de carceragem onde ele e outros suspeitos de hackearem autoridades estão presos. Com isso, a Polícia Federal abriu uma investigação para apurar a suposta instalação de um grampo ilegal no interior de uma cela na superintendência da instituição, em Brasília.

O programador Thiago, preso na segunda fase da Operação Spoofing, denunciou ter retirado um microfone de dentro de um chuveiro da carceragem onde ele e outros suspeitos de hackearem diversas autoridades da República estão presos. O aparelho, depois de retirado, teria sido entregue por ele à PF. Porém, a polícia negou que tivesse recebido qualquer denúncia formal sobre um microfone encontrado dentro do chuveiro. A reportagem apurou que investigadores da Corregedoria da PF já chegaram a coletar, inclusive, oitivas sobre o caso, o que inclui um depoimento do próprio Thiago Eliezer.

Uma fonte da própria PF confirmou que uma investigação foi oficialmente aberta para apurar a instalação do grampo na cela. Segundo essa mesma fonte, o advogado de um dos suspeitos apresentou uma denúncia formal à PF, alegando que seu cliente foi alvo de um grampo ilegal nas dependências da superintendência. Advogados de outros presos da Operação Spoofing afirmaram que também fariam representações parecidas ao do Thiago.

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