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Ministério Público do Trabalho aciona bancos que liberaram crédito a empresas da lista suja

No ano passado, 1,7 mil casos de trabalho escravo foram identificados no Brasil, pelos fiscais da Inspeção do Trabalho. (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com ações civis públicas contra sete bancos na Justiça do Trabalho em São Paulo. O motivo são linhas de crédito que liberaram para empresas que exploram trabalho escravo e violam os direitos humanos. O MPT entende que houve negligenciamento do risco à sociedade. Os bancos acionados são: Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.

Uma das acusações contra Bradesco, Banco do Brasil e Santander é a concessão de crédito a clientes que integravam a lista suja do trabalho escravo do governo federal. Já contra Caixa, Banco Safra, BTG Pactual e Itaú, entre outras coisas, o MPT apontou que não realizam ações de prevenção de riscos do trabalho infantil, de discriminação ou de outros sérios problemas trabalhistas.

“Ao receber e analisar a documentação apresentada pelos sete maiores bancos do país, o MPT verificou que a questão era mais preocupante do que se imaginava. Em todos os casos, na redação de um documento específico, denominado ‘Política de Responsabilidade Socioambiental’, exigido pela Resolução do Conselho Monetário Nacional, descobriu-se que havia irregularidades, e a maior parte das ações de responsabilidade socioambiental anunciadas pelas instituições financeiras não correspondiam à realidade, e não eram convertidas em ações concretas”, disse o MPT em nota.

O órgão solicita que a Justiça determine aos bancos que inseriram em seus contratos obrigações de cunho socioambiental, além de consequências em caso de descumprimento.

Respostas

Em nota à Agência Brasil, o Itaú disse que o respeito aos direitos humanos e normas de saúde e segurança integram seus princípios e valores, “dessa forma, não é concedido crédito a clientes que estejam na lista de trabalho escravo ou utilizem mão de obra infantil ou prostituição”. Já Caixa, Banco do Brasil, Santander e Banco Safra disseram que ainda não foram citados pela Justiça, não tendo como se pronunciar. O BTG Pactual e o Bradesco disseram que não comentarão o caso.

Trabalho escravo

No ano passado, 1,7 mil casos de trabalho escravo foram identificados no Brasil, pelos fiscais da Inspeção do Trabalho. Deste total, 1,2 mil foram encontrados em áreas rurais. A exploração foi considerada mais comum nas seguintes atividades: cultivo de café, criação de bovinos para corte, produção de carvão vegetal e fabricação de farinha de mandioca e derivados.

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