Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2020

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Brasil Ministra defende democratização do acesso a alimentos para erradicar fome no mundo

Tereza Cristina discursou na assembleia da FAO. (Foto: Divulgação/MAPA/Reprodução Agência Brasil)

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, falou sobre as alternativas para acabar com a fome no mundo. No discurso, que aconteceu na assembleia da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ela defendeu a democratização do acesso a alimentos com o fortalecimento do comércio internacional e a diminuição do protecionismo dos países ricos.

“Para atingirmos esse objetivo [erradicação da fome], que já não é mais utópico, temos que nos comprometer com ao menos dois pilares: adotar políticas pró-desenvolvimento, com a necessária promoção de um comércio internacional livre e justo; e fomentar um ambiente que estimule a inovação, com a estrita aderência a princípios científicos”, argumentou a ministra.

A redução desse protecionismo permitirá, segundo Tereza Cristina, a melhoria das condições de vida das pessoas no campo, onde se concentra parte importante da pobreza mundial. A falta de oportunidades, ainda de acordo com ela, faz com que muitos moradores dessas localidades acabem se deslocando, estimulando o problema da migração.

Tereza Cristina criticou o que chamou de “populismo regulatório” e destacou que as regras para o comércio internacional devem estar baseadas em critérios “científicos”. “Agora e no futuro, o sistema baseado em ciência e em regras claras deverá transformar-se na força que garantirá alimentos abundantes e de qualidade, levando o concerto das nações a, pela primeira vez na história, garantir a segurança alimentar de toda a sua população, sem descuidar da preservação de nosso patrimônio ambiental”, disse a ministra.

A assembleia marcou a saída do brasileiro José Graziano da Silva do comando da FAO. Ex-ministro do Combate à Fome e Segurança Alimentar na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, Graziano foi substituído pelo chinês Qu Dongyu.

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