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Ministro da Economia defende um governo com dez ministérios e “bem pequenininhos”

A proposta é estudada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. (Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil)

O ministro Paulo Guedes (Economia) defendeu na terça-feira (14) um governo com dez ministérios “bem pequenininhos”, cerca de uma semana depois de a administração de Jair Bolsonaro (PSL) ceder e admitir a recriação de dois ministérios para aprovar a reforma administrativa no Congresso.

As declarações foram feitas durante a comissão mista do Orçamento e em resposta a um questionamento do deputado Zeca Dirceu (PT-SP) sobre por que o governo tinha decidido contingenciar 3,5% do orçamento da educação.

“Eu tenho paixão por educação. Eu fundei o Ibmec, hoje se chama Insper, lá em São Paulo. Eu sou comprometido com educação. Só que existem orçamentos. E quando os orçamentos são revistos para baixo, automaticamente a máquina joga para baixo”, disse. Segundo Guedes, os contingenciamentos não são definidos pelo Ministério da Economia. “22 ministros sentam, tem um presidente, a coisa vai, volta. Às vezes tem um que tem um jeito mais sabido de levar dinheiro, acaba levando mais do que deve, tem outro que não sabe, fica mais tímido”, complementou.

“Por mim, só seriam dez ministérios. E bem pequenininhos. Temos 22, e com muita verba para meu gosto”, disse. Na semana passada, o governo cedeu e aceitou recriar os Ministérios das Cidades e da Integração Nacional, mantendo o número total em 22 – a expectativa é que a autonomia do Banco Central seja aprovada, retirando do órgão o status ministerial. Na campanha eleitoral, Bolsonaro havia prometido um governo com 15 ministérios. Os dois novos ministérios seriam comandados por políticos de partidos que, hoje, integram o Centrão.

PIB

Guedes afirmou ainda que a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano caiu para 1,5%. Para o ministro, a economia brasileira está “no fundo do poço”. Paulo Guedes deu as declarações ao participar de uma audiência na CMO (Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional).

No ano passado, o governo Michel Temer enviou, e o Congresso Nacional aprovou, o Orçamento de 2019. Conforme o documento, a previsão era o PIB crescer 2,5%. “O crescimento, que era 2% quando fizeram as primeiras simulações, já caiu para 1,5%. Já começa o contingenciamento de verba”, declarou Paulo Guedes.

Questionado sobre a nova previsão apresentada por Guedes, o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou que o governo conversa com os agentes de mercado que fazem as previsões, e que as “parametrizações” são “muito próximas”.

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