Domingo, 15 de Dezembro de 2019

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Brasil Ministro da Economia diz que não sossegará enquanto não levar o ex-chefe do BNDES para o governo

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Em um evento em São Paulo nesta segunda-feira (01), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não vai sossegar enquanto não levar Maria Silvia Bastos Marques para o governo, de acordo com investidores presentes no local. Bastos Marques, que era presidente do banco, assumiu o conselho consultivo da operação em março. Ela foi presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) durante o governo Temer.

Guedes entrou no evento ao vivo por videoconferência com a equipe da pasta. O ministro se esforçou em dar um tom positivo para o atual momento do governo na tentativa de animar os investidores estrangeiros presentes no evento.

A despeito da escalada retórica entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na semana passada, Guedes disse que existe hoje um apoio incondicional da Câmara, do Senado e da Presidência. As notícias sobre divergências ouvidas nos últimos dias são falta de comunicação, disse Guedes no evento, que é fechado para a imprensa. Foram convidados apenas clientes e parceiros da Goldman Sachs.

Segundo investidores presentes, o ministro disse que o governo Bolsonaro precisa gastar menos que seus antecessores. A próxima iniciativa será a PEC do Pacto Federativo, para descentralizar despesas e receitas, disse Guedes, ainda segundo investidores presentes. A meta é reduzir despesas com Previdência e com juros, com venda de ativos em vez de assumir novas dívidas.

Bombardeio

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Felipe Francischini (PSL/PR), confirmou nesta segunda-feira que a ordem das intervenções de deputados na sessão de quarta-feira (03) obedecerá as inscrições da sessão da última terça, à qual o ministro da Economia não compareceu.

A oposição formou fila meia hora antes da abertura da sessão e garantiu o direito de questionar primeiro o ministro Paulo Guedes. Na manhã do mesmo dia (25), ante à perspectiva de confronto, o ministro cancelou a ida à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Líderes do PSL garantem que a situação mudou e que defenderão Guedes, conhecido pelo temperamento intempestivo.

A oposição prepara intenso bombardeio ao ministro e deve dominar as primeiras rodadas de perguntas, cujas respostas podem consumir pelo menos as duas horas iniciais da audiência. O PSOL chegou a divulgar, nesta segunda, uma “nota técnica” de 59 páginas, contestando a PEC da Previdência ponto a ponto.

Francischini, que comandará os trabalhos, alega que consultou o plenário na última terça sobre manter a ordem de inscrição e que ninguém contestou. E nega que vá reprimir as manifestações dos deputados mais exaltados. “Minha postura como presidente da Comissão é pedir respeito a todos os parlamentares e também por parte do ministro Paulo Guedes para que tudo corra bem”, declarou, ressalvando que apenas controlará “eventuais excessos”.

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