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Ministro das Relações Exteriores defende que, apesar de voto anti-Cuba na ONU, o Brasil segue contra medidas unilaterais

Pela primeira vez em 27 anos, o País foi contrário a resolução que condena o bloqueio econômico à ilha. Na foto, o ministro Ernesto Araújo. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, justificou nesta sexta-feira (08) o voto do Brasil na ONU (Organização das Nações Unidas) a favor do embargo dos Estados Unidos a Cuba e disse que, apesar dele, o País continua rejeitando medidas unilaterais.

“Embora o Brasil sempre rejeite o unilateralismo em qualquer circunstância dessa natureza, nós achamos imperioso quebrar um paradigma que existe há quase 60 anos no ambiente multilateral”, declarou o chanceler.  “Um paradigma de um certo e incompreensível prestígio que Cuba goza nesse âmbito.”

Na quinta-feira (07), pela primeira vez em 27 anos, o Brasil cedeu às pressões dos EUA e votou contra a resolução anual da ONU que condena o bloqueio econômico americano a Cuba.

Apenas Israel e Estados Unidos votaram da mesma maneira que o Brasil. Outras 187 nações apoiaram a moção movida pelos cubanos, enquanto a Colômbia e a Ucrânia, aliados de Washington, abstiveram-se. O voto brasileiro contraria o posicionamento histórico do Itamaraty de condenar medidas unilaterais econômicas contra países, vetadas pela legislação internacional e pela ONU.

Ernesto disse nesta sexta-feira que Cuba desempenha “um papel nefasto” na Venezuela e que o regime do ditador Nicolás Maduro possui uma rede de apoio articulada no Foro de São Paulo, organização de partidos de esquerda no continente, cujo objetivo seria a transformação da região “em um novo bloco socialista”.

“Achamos fundamental que em todas as instâncias chamemos a atenção para esse papel que Cuba desempenha há 60 anos, não só na Venezuela, na tentativa de exportar a ditadura para praticamente toda a América Latina. E nosso voto deve ser entendido nesse sentido”, acrescentou.