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Brasil Ministro Sérgio Moro autoriza o envio da Força Nacional a região onde índios foram mortos no Maranhão

A medida é válida para os próximos 90 dias, de 10 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020, e pode ser prorrogada

Foto: Arquivo/Agência Brasil
(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou nesta segunda-feira (09) o envio de tropas da Força Nacional para a região onde dois índios da etnia Guajajara morreram durante um atentado registrado no sábado (07) na BR-226, entre as aldeias Boa Vista e El Betel, no município de Jenipapo dos Vieiras, localizado a 506 km de São Luís.

A medida é válida para os próximos 90 dias, de 10 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020, e pode ser prorrogada. Segundo a portaria do ministério, a ação é para garantir a integridade física e moral dos povos indígenas, dos servidores da Funai (Fundação Nacional do Índio) e dos não índios na região.

Sepultamentos

Nesta segunda-feira, o corpo do cacique Firmino Silvino Guajajara foi sepultado na Terra Indígena Cana Brava, na região de Jenipapo dos Vieiras. A previsão é que o corpo do cacique Raimundo Bernice Guajajara, que também morreu no atentado, seja sepultado ainda nesta segunda. Sob forte emoção, o sepultamento foi realizado com a presença de familiares e amigos do cacique da aldeia Severino.

Outros dois indígenas que ficaram feridos no atentado ainda continuam internados. Um dos índios foi submetido a uma cirurgia no Hospital Macrorregional de Presidente Dutra e encontra-se estável, mas seu estado de saúde é considerado grave, segundo boletim da SES (Secretaria de Estado de Saúde).

Em um vídeo, Nelsi Guajajara contou que foi surpreendido por um veículo de cor branca que disparou diversas vezes contra a motocicleta onde ele e Firmino Guajajara estavam.

Investigações

Um inquérito foi aberto pela PF (Polícia Federal) para investigar o caso. A Polícia Civil do Maranhão encaminhou um relatório à PF e também acompanha as investigações.

Um representante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve realizar uma visita à Terra Indígena Cana Brava. De acordo com a Funai, o crime pode ter relação com os contantes assaltos registrados no trecho da BR-226.

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