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Ministros da Defesa e do Meio Ambiente se reúnem para discutir ações na Amazônia

O presidente Bolsonaro autorizou o emprego das Forças Armadas no combate às queimadas. Na foto, os ministros Ricardo Salles (E) e Fernando Azevedo e Silva. (Foto: Agência Brasil)

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se reuniram neste sábado (24) para discutir ações do governo contra as queimadas na Amazônia.

Na sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro autorizou o emprego das Forças Armadas para auxiliar no combate ao fogo. A queimada na Amazônia, que, de acordo com a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), é a maior desde 2010, gerou uma crise no governo nos últimos dias.

Bolsonaro vem sendo cobrado dentro e fora do Brasil, por celebridades, sociedade civil e líderes de governo. Cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília registraram protestos de rua em favor da preservação da floresta. Em frente a embaixadas do Brasil pelo mundo também houve manifestações.

Umas das principais vozes contra a postura do presidente brasileiro diante das queimadas é a do presidente da França, Emmanuel Macron. Ele disse que, em razão da política ambiental brasileira, não apoia mais o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Macron também defendeu que a situação da Amazônia deve ser discutida neste final de semana na reunião do G7 (grupo das sete economias mais ricas do mundo, do qual o Brasil não faz parte).

Bolsonaro vem sendo cobrado dentro e fora do Brasil, por celebridades, sociedade civil e líderes de governo. Cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília registraram protestos de rua em favor da preservação da floresta. Em frente a embaixadas do Brasil pelo mundo também houve manifestações.

Umas das principais vozes contra a postura do presidente brasileiro diante das queimadas é a do presidente da França, Emmanuel Macron. Ele disse que, em razão da política ambiental brasileira, não apoia mais o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Macron também defendeu que a situação da Amazônia deve ser discutida neste final de semana na reunião do G7 (grupo das sete economias mais ricas do mundo, do qual o Brasil não faz parte).

Ironia

O ministro Ricardo Salles foi ao Twitter para atacar o presidente da França, Emmanuel Macron, e fez um trocadilho com o sobrenome do líder estrangeiro. “Mais fogo em Angola e Congo do que na Amazônia…. e o Mícron não fala nada …. por que será? Será que é por que eles não concorrem com os ineficientes agricultores franceses ?”, escreveu Salles, acusando o presidente francês de se interessar pela proteção da Amazônia apenas para tentar enfraquecer o agronegócio brasileiro.

O ministro compartilhou uma matéria da agência de notícias Bloomberg, que afirma que, apesar da grande repercussão internacional, o Brasil está em terceiro lugar em número de incêndios florestais registrados nas últimas 48 horas, atrás da Angola e da RDC (República Democrática do Congo).

Segundo imagens capturadas pelo satélite MODIS, da Nasa, foram registrados 6.902 incêndios na Angola nos dois últimos dias, comparados a 3.395 na RDC e 2.127 no Brasil.

Emmanuel Macron está na linha de frente da pressão internacional contra o Brasil pelo aumento das queimadas na Amazônia. Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as queimadas tiveram um acréscimo de 82% de janeiro a agosto de 2019 ante o mesmo período do ano passado. Esta é a maior alta no índice em sete anos.

 

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