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A modelo Luiza Brunet desabafa: Pior que ser agredida, é ser desacreditada

Ela falou o quanto sofreu com a violência moral a que se expôs. (Foto: Reprodução)

Luiza Brunet abriu o coração no quadro do programa online “Quando Existe Voz”, da Avon. A atriz falou o quanto sofreu com a violência moral a que se expôs, principalmente nas redes sociais, depois que denunciou a agressão de seu então companheiro, Lírio Parisotto, em 2016. Ela diz que o pior de tudo é ser agredida por… “mulheres em sua grande maioria”. Confira a entrevista.

1) Como reagiu ao saber que estava sendo acusada de bater em Lírio Parisotto?

Pior que ser acusada é ser desacreditada, principalmente pelas mulheres. A denúncia foi feita, ficou esclarecido que houve violência, o agressor foi condenado, e as pessoas continuaram a duvidar. Me acusavam de uma grande armação para tirar benefício. Essa é a pior parte. A dor física passa mas a dor moral é muito agressiva. Você adoece porque é muito triste ficar exposta, principalmente nas redes sociais, que hoje em dia, são usadas como instrumento de difamação. Sem dó nem piedade.

2) Acha que as redes incitam o ódio em casos de assédio?

Roubam sua imagem, sua virtude, seu caráter, sua integridade e a transformam em lixo, como se você fosse realmente uma pessoa sem escrúpulos, mentirosa, aproveitadora. Isso vai replicando e é difícil reverter de imediato. Acho que o resultado do inquérito policial, em que foi constatado que houve crime, é a melhor resposta que posso dar. Mesmo assim, o estrago já foi feito, porque são noites sem dormir.

3) Foram as mulheres que mais a agrediram nas redes sociais?

Sim, foram as mulheres. Um grupo grande que se fortalece, vai ganhando voz e passando de todos os limites. Inclusive tive que tomar atitudes mais drásticas contra algumas delas. Fiz um B.O., fui ao Ministério Público, registrei a queixa, foi aceita a denúncia e está correndo o processo. Hoje exijo meus direitos. Não vou perdoar, quero que paguem por isso. Elas não tiveram coragem de falar? Então, que tenham coragem para enfrentar na justiça o que elas vêm fazendo.

4) Com tudo isso, se arrepende de ter denunciado?

Não. Quando você denuncia, de alguma maneira você se cura. Cria muito mais coragem, fica fortalecida. E é muito gratificante fazer parte dessa corrente.

Relembre o caso

Luiza Brunet, de 54 anos, afirmou que foi agredida e que teve costelas quebradas pelo companheiro, o empresário Lírio Albino Parisotto, em Nova York, nos Estados Unidos no dia 21 de maio de 2016. Após o episódio, a atriz e modelo se separou dele, com quem tinha uma união estável, informou sua assessoria de imprensa.

Com a repercussão do caso, por meio de nota, Parisotto afirmou na ocasião que “lamenta versões distorcidas” que serão esclarecidas “nas esferas legais”. “Neste momento, venho a público lamentar que versões distorcidas sobre um episódio ocorrido na intimidade estejam sendo divulgadas como única expressão da verdade. Embora compreenda a natural repercussão do caso pelas pessoas envolvidas, tenho a convicção de que no momento e nas esferas legais apropriadas todas as circunstâncias serão plenamente esclarecidas”, dizia a nota.

O empresário Lírio Albino Parisotto, de 62 anos, está proibido de aproximar e de manter contato com a ex-mulher, Luiza Brunet, de acordo com o Ministério Público de São Paulo.

Parisotto afirmou em sua conta do Instagram que já havia sido agredido anteriormente por Brunet em um passeio de barco. Segundo ele, a agressão “resultou em um ferimento que precisou de 10 pontos no hospital”.

 

 

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