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Ícone da moda, Hubert de Givenchy morreu aos 91 anos: o estilista ficou famoso por criações elegantes para a atriz Audrey Hepburn

O francês estreou nas passarelas em fevereiro de 1952. (Foto: Reprodução)

Hubert de Givenchy, um dos maiores nomes da alta-costura mundial, morreu no sábado (10), segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (12). De acordo com um comunicado oficial do designer Philippe Venet, companheiro de Hubert, o estilista francês faleceu enquanto dormia.

“O senhor De Givenchy faleceu enquanto dormia no sábado, 10 de março de 2018. Seus sobrinhos e sobrinhas compartilham de sua dor”, diz o comunicado. Clare Waight Keller, atual diretora artística da marca, confirmou a informação da morte de Givenchy.

Autor da frase “o vestido deve seguir o corpo de uma mulher, e não o corpo seguir a forma do vestido”, o estilista criou roupas para a atriz Audrey Hepburn, imortalizadas em filmes como “Bonequinha de Luxo”, “Cinderela em Paris” e “Sabrina”. A atriz também foi amiga íntima de Givenchy.

Ele também criou vários perfumes, com destaque para Amarige, Organza Eau de Parfum, Organza First Light e So Givenchy. Aposentado desde 1995, no ano seguinte o também britânico Alexander McQueen entrou como sucessor na marca e desde 2001 Julien Macdonald foi nomeado diretor artístico.

Carreira

O francês estreou nas passarelas em fevereiro de 1952, com peças em preto e branco. Amante da botânica, dos cachorros e da decoração de interiores, o estilista desfilou suas últimas peças em 1995, no então chamado Grand Hôtel de Paris. Ele costumava se qualificar como um “eterno aprendiz” e atribuía seu sucesso “à amizade”.

“Eu vou parar de desenhar vestidos, mas não de descobrir. A vida é como um livro. É preciso saber virar as páginas”, destacou o francês à época de sua aposentadoria. Givenchy se aposentou do mundo da moda em 1995, quando realizou um desfile para alguns amigos e principais clientes.

“Entre os criadores que colocaram Paris definitivamente no topo da moda mundial a partir dos anos 1950, Hubert de Givenchy deu a sua casa de modas um lugar à parte. Tanto por seus vestidos longos de gala, como por seus trajes diários, Givenchy soube reunir duas qualidades raras: ser inovador e atemporal”, reagiu Bernard Arnault, presidente da LVMH.

A maison Givenchy também prestou homenagem a seu fundador, uma “personalidade inesquecível do mundo da alta-costura francesa, símbolo da elegância parisiense durante mais de meio século”.

“Hoje ainda, sua abordagem da moda e sua influência perduram. Sua obra continua sendo tão pertinente hoje como antes”, acrescentou a empresa em um comunicado. Uma grande exposição do trabalho de Givenchy foi realizada no ano passado, em Calais, no Norte da França, região de que o estilista era originário.

No Brasil

Givenchy esteve no Brasil duas vezes: a primeira na década de 1950, para o lançamento de uma coleção de algodão que havia sido encomendada pela fábrica de tecidos Bangu, e a outra em 1995, para abrir o Primeiro Congresso Brasileiro de Moda, promovido pelo Instituto Zuzu Angel e pela Faculdade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro.

Audrey Hepburn e Hubert de Givenchy. (Foto: Reprodução)

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