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Morre, aos 96 anos, o ex-ministro Roberto Gusmão com insuficiência respiratória

Advogado e empresário, Gusmão participou do processo de redemocratização. (Foto: Reprodução)

O ex-ministro Roberto Herbster Gusmão morreu, aos 96 anos, de insuficiência respiratória no sábado (17) em São Paulo. Ele era casado e deixa quatro filhos. O velório e o enterro ocorreram neste domingo (18) no Cemitério do Morumby, Zona Sul da capital paulista.

Gusmão teve um AVC em março de 2018 e estava de cama em casa desde então.

Ele foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e participou da campanha “o petróleo é nosso” nas décadas de 40 e 50. Foi chefe da Casa Civil do governo de São Paulo na gestão de Franco Montoro e ministro do governo de José Sarney até 1986.

No velório, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que Gusmão “sempre foi um democrata”. “Foi um homem que sempre esteve ao lado da democracia, de movimentos sociais, mas nunca foi de esquerda. Sempre foi de uma visão democrata e liberal-conservador. Ele tinha coragem e é isso que precisamos, de gente como ele”, assinalou o ex-presidente.

Trajetória

Gusmão também foi um dos fundadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), onde lecionou direito trabalhista nos cursos de graduação e pós-graduação, segundo a FGV.

Em 1959, por indicação do PTB, que participara da coligação que elegeu Juscelino Kubitschek no pleito de outubro de 1955, foi nomeado inspetor da Delegacia Regional do Trabalho em São Paulo.

Filiado ao PTB, partido pelo qual exerceu mandato em 1965 como vereador na Câmara Municipal de São Paulo. Com a deposição do presidente João Goulart (1961-1964), foi cassado pelo Ato Institucional n°2 e teve seus direitos políticos suspensos.

Também atuou como diretor-presidente da Cervejaria Antártica, em Ribeirão Preto, em 1971 e presidiu o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação sucessora do MDB.

Filiou-se ao Partido Popular (PP), liderado por Tancredo Neves, em 1981. Em março de 1983, assumiu a presidência do Badesp (Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo), nomeado pelo governador Franco Montoro, do PMDB, e tornou-se membro do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo S.A. (Banespa).

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