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Morreu em Porto Alegre Carlos Araújo, ex-marido de Dilma Rousseff, aos 79 anos

Araújo foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no último dia 25 com insuficiência respiratória. (Foto: Reprodução)

Ex-marido da ex-presidente Dilma Rousseff, o advogado trabalhista e ex-deputado estadual gaúcho Carlos Araújo morreu na madrugada deste sábado (12), aos 79 anos, em Porto Alegre. Araújo foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no último dia 25 com insuficiência respiratória. O quadro evoluiu para uma infecção generalizada que provocou um “colapso circulatório”, sem resposta aos procedimentos adotados, segundo nota assinada pelo médico Sadi Marcelo Schio, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde o ex-deputado morreu às 00h01.

Araújo foi eleito deputado estadual na década de 1980 pelo PDT. Deixou a carreira política em 2000. Dedicou-se à advocacia na área trabalhista até 2014.

Homenagens

Por meio das redes sociais, amigos e políticos postaram mensagens em solidariedade ao ex-deputado. A deputada federal, Maria do Rosário, disse que o Brasil e o trabalhismo genuíno perdem um ícone e completou: “Carlos Araújo, grande quadro político da resistência à ditadura e do direito. Solidariedade”.

Jairo Jorge, do PDT, disse que “o Rio Grande e o Brasil perdem hoje Carlos Araújo, íntegro, lutador, trabalhista. Com sua inteligência e inquietude sempre nos inspirava”.

A deputada estadual do PCdoB Manuela d’Ávila também demonstrou solidariedade. “Meu abraço aos familiares de Carlos Araújo. Quantas contribuições deu ao nosso Rio Grande”, escreveu a deputada.

Ditadura

Na época da ditadura militar, Carlos Franklin Paixão de Araújo era conhecido como Max. Foi com este codinome, usado na organização guerrilheira VAR-Palmares, da qual era integrante, que conheceu Estela, pseudônimo de Dilma. Eles se encontraram pouco depois do carnaval de 1969, iniciaram um romance, mas somente um ano mais tarde, quando viu pelos jornais a notícia da prisão da namorada, descobriu seu verdadeiro nome.

Saber o mínimo da vida dos companheiros de guerrilha era uma forma de proteção utilizada na VAR-Palmares, para evitar que os integrantes acabassem delatando colegas quando fossem presos e submetidos a sessões de tortura. A organização de esquerda foi responsável por ações armadas que visavam a derrubada do regime, algumas delas espetaculares. A mais conhecida foi o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex-governador do Estado de São Paulo, conhecido pelo lema “rouba mas faz”. Em julho de 1969, os guerrilheiros roubaram o cofre que estava na casa de uma amante do político, e onde havia 2,5 milhões de dólares.

Carlos Araújo foi preso poucos meses depois de Dilma, e passou quatro anos na cadeia. Para se comunicar com a companheira presa na ala feminina, escrevia bilhetes em papéis minúsculos transportados na boca de um portador de confiança. Quando foram soltos, passaram a viver juntos.

Em 1976, nasceu a filha única do casal, Paula Rousseff de Araújo. O casamento durou até o ano 2000. (AG/Época)

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