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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, não aguenta mais a polêmica causada pela promoção de seu filho para o cargo de assessor especial da presidência do Banco do Brasil

"É isso que eu vou fazer nesse período, cumprir as decisões do presidente Bolsonaro", afirmou Mourão. (Foto: Exército Brasileiro/Divulgação)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, considera superada a polêmica causada pela promoção de seu filho, Antonio Hamilton Rossel Mourão, para o cargo de assessor especial da Presidência do BB (Banco do Brasil). “Esse assunto é um assunto morto. Morreu esse assunto”, disse Mourão.

Como revelou a Revista Época na terça-feira (8), um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter dado posse ao novo presidente do banco, Rubem Novaes, o filho de Mourão foi nomeado para o cargo de assessor especial da Presidência, elevando seu salário de R$ 14 mil para R$ 36,5 mil. Ao ser questionado pelo jornal O Globo, o vice, além de dizer que o assunto está encerrado para ele, afirmou que sequer precisou discutir a polêmica com Bolsonaro.

“Não teve necessidade (de falar com o presidente). É uma coisa interna da instituição, que é uma S.A. (sociedade anônima)”, afirmou o vice-presidente.

O filho de Mourão é funcionário de carreira do BB e está na instituição há 18 anos. Nos últimos 11 anos, fazia parte da diretoria de Agronegócios. Ele deve assessorar o presidente nesta área. Na terça, ao justificar a promoção, o presidente do banco, Rubem Novaes, afirmou que o funcionário possui excelente formação e capacidade técnica.

“Antônio é de minha absoluta confiança e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco”, disse, por meio de nota.

Também na terça, o próprio vice-presidente afirmou numa rede social que seu filho foi nomeado por ter “absoluta confiança” do novo presidente do banco, além de ter prestado “excelentes serviços” e ter “conduta irrepreensível”. Mourão ainda disse que nos governos anteriores “honestidade e competência” não eram valorizadas.

Na quinta, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Mourão voltou a defender a indicação do filho, dizendo que, se pudesse, teria Rossel Mourão em sua equipe.

O currículo de Antonio Hamilton Rossell Mourão

Em nota enviada ao Jornal Nacional, a assessoria de Hamilton Mourão listou as credenciais do filho do vice-presidente, Antonio Hamilton Rossell Mourão, para a sua recente promoção.

Além dos 18 anos como funcionário do Banco do Brasil, foram citados um MBA em agronegócios na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, MBA em Desenvolvimento Sustentável na UNB e uma especialização em derivativos nos EUA.

O MBA em agronegócios na USP é um curso de 18 meses, à distância. É pago e não há seleção para ingresso. Rossell Mourão apresentou a monografia “Análise comparativa das receitas agropecuárias de produtores rurais cooperados e não cooperados do estado do Paraná”.

Questionada sobre a especialização nos EUA, a assessoria do vice-presidente disse que não vai dar mais detalhes sobre o assunto.

A Universidade Federal de Mato Grosso, que fez parte, com a UNB, de um consórcio de instituições responsáveis pelo MBA Desenvolvimento Regional Sustentável, informa que emitiu o diploma de Antonio Mourão de conclusão do curso. O MBA foi realizado na modalidade a distância, de 2007 a 2008, para a capacitação de funcionários do Banco do Brasil.

PSOL

O PSOL ingressou com uma representação na Comissão de Ética Pública contra a nomeação do filho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRB), para o cargo de assessor especial da Presidência do Banco do Brasil. Antonio Rossell Mourão receberá um salário de cerca de R$ 36 mil.

De acordo com o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, “a nomeação do filho do vice-presidente, uma semana depois da posse do novo governo, não foi apenas inadequada ou extemporânea”. “Ela fere princípios que devem orientar a administração pública. Diante da indignação popular com a nomeação, o governo deveria voltar atrás. Sem isso, não nos resta alternativa senão provocar a Comissão de Ética Pública da Presidência da República”, afirma.

O partido esclareceu que a representação se baseia no decreto nº 7203/2010, sobre o nepotismo, e dispõe que, no âmbito de cada órgão e de cada entidade, são vedadas as nomeações, contratações ou designações de familiar de Ministro de Estado, familiar da máxima autoridade administrativa correspondente ou, ainda, familiar de ocupante de cargo em comissão ou função de confiança de direção, chefia ou assessoramento, para cargo em comissão ou função de confiança.

O parágrafo segundo, reforça a legenda, afirma ainda que “as vedações deste artigo estendem-se aos familiares do Presidente e do Vice-Presidente da República e, nesta hipótese, abrangem todo o Poder Executivo Federal”.

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