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Mortes por gripe no Rio Grande do Sul chegam a 14

De 193 casos, 114 são de H1N1. (Foto: Ascom/SES)

Subiu para 14 o número de mortes por gripe no Rio Grande do Sul. A informação consta no último boletim da Secretaria Estadual da Saúde divulgado na segunda-feira (9). Anteriormente, eram oito óbitos.

Os casos ocorreram em Porto Alegre (4), Canela, Canoas, Flores da Cunha, Gramado, Lajeado, São Leopoldo, São Marcos, Sapiranga, Tupanciretã e Vera Cruz. Conforme o boletim, nove mortes foram causadas pelo vírus H1N1 (Influenza A), duas por H3N2 (Influenza A), outras duas por Influenza A não subtipado e uma por Influenza B. São 193 casos, sendo que 114 de H1N1. No mesmo período de 2017, houve 388 casos de Influenza, mas apenas um era do vírus H1N1.

Em um caso mais recente, a vítima – uma mulher de 48 anos, falecida no domingo (8), no Hospital Pompéia, em Caxias do Sul – fazia parte do grupo de risco. Era obesa e não havia se vacinado. Este óbito, no entanto, ainda não consta no balanço mais recente divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde.

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza que provoca febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e mal estar. Os maiores problemas da influenza são as complicações como otites e pneumonias. A campanha nacional de vacinação terminou, mas algumas cidades com estoque da vacina expandiram a imunização. A medicação ainda pode ser encontrada em postos de saúde ou na rede privada.

Erradicadas

Doenças erradicadas criam falsa sensação de que vacina é desnecessária, alertou o Ministério da Saúde. Dados da pasta mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto estão abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo, doença que registra surtos em pelo menos três Estados. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização.

A tendência de queda nas coberturas vacinais, segundo a pasta, começou a aparecer em 2016 e vem se acentuando desde então. Em 312 municípios brasileiros, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Apesar de erradicada no país desde 1990, a doença ainda é considerada endêmica em pelo menos três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão – e ensaia uma reintrodução nas Américas caso a cobertura vacinal não se mantenha em 95%.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, avaliou que o sucesso da vacinação no País ao longo das últimas décadas e a consequente erradicação de doenças criaram uma falsa sensação de que as doses não são mais necessárias. Outro problema, segundo ela, é a divulgação das chamadas fake news nas redes sociais e que, no caso das vacinas, podem causar alarde e assustar a população.

“Se não tivermos a população devidamente vacinada, poderemos ter o risco de reintrodução de doenças”, alertou. “Existe, por exemplo, um fluxo constante de pessoas viajando. Se pararmos de vacinar, uma pessoa doente chega ao País e o vírus tem a chance de voltar a circular. Enquanto a doença não for erradicada no mundo, precisamos da vacinação”, completou.

Sarampo

De acordo com a coordenadora, a situação do sarampo no Brasil é a que mais preocupa. Amazonas e Roraima, juntos, já registram cerca de 500 casos confirmados e mais de 1.500 em investigação. O Rio Grande do Sul também confirmou pelo menos seis casos. Países de alta renda, segundo Carla, “relaxaram” com a vacinação. Itália, Grécia e Bulgária são exemplos de nações com baixa cobertura vacinal para a doença.

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